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Títulos Públicos, o lado bom do déficit orçamentário da União

domingo, 31 de agosto de 2008 0 comentários

Para diversificar e minimizar os riscos, a aposta na renda fixa é uma boa alternativa
Você já pensou em, alguma vez na vida, comprar as dívidas do Governo? É isso mesmo, a pergunta não está errada: assumir uma fração do déficit público, por um valor determinado, e, em troca, ter a certeza de que o dinheiro investido na compra irá render uma porcentagem específica, dentro de uma data limite.

Se a resposta for não, chegou a vez de, ao menos, entender como funciona esse processo - que é real - e, quem sabe, enxergar uma oportunidade de investimento seguro e rentável. Além disso, entre as muitas possibilidades que existem, essa pode ser uma boa opção para diversificar sua carteira de investimentos com algumas fatias de renda fixa.

Tesouro Direto me dá margem para outras operações

De conservador a agressivo. Qualquer que seja o perfil do investidor, é possível encontrar no Tesouro Direto uma alternativa para diversificar. O administrador Sérgio Del´Arco, por exemplo, aplica em títulos do Tesouro há pelo menos 5 anos, e pretende continuar aplicando. "Fiquei sabendo sobre a opção quando trabalhava em uma corretora e a achei muito melhor do que o CDB em termos de rentabilidade", explica. Ele acredita que, em princípio, o investimento é uma boa alternativa para quem é extremamente conservador e não tem necessidade de liquidez diária. Entretanto, o próprio Del´Arco usa os títulos como uma espécie de margem de garantia para outras operações de maior risco. "Posso usar como margem para operar no mercado a termo ou de opções, por exemplo. Ele me permite contar com um capital garantido para ter flexibilidade em outros investimentos", conclui. Gostou da idéia?

A lógica é simples: alguns órgãos governamentais, entre eles o Tesouro Nacional, emitem títulos públicos a fim de financiar suas obras e gastos. Esses títulos, em especial os Títulos do Tesouro, possuem rentabilidades diversas que podem ser determinadas por juros pós-fixados (de acordo com o comportamento futuro da economia), prefixados e atrelados a índices de inflação ou à taxa Selic.

O que significa que, em épocas de alta inflação e juros elevados (como a que vivemos agora), os cofrinhos devem ficar bem recheados.

Podem adquirir os títulos tanto empresas quanto pessoas físicas, desde que residam em território nacional, tenham o CPF regularizado e conta investimento em alguma instituição bancária ou corretora (denominadas Agentes de Custódia) devidamente cadastrada pela CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia).
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BM&FBOVESPA lança os Índices Small Cap e MidLarge Cap

Índices medem separadamente desempenho de ações de empresas a partir da capitalização de mercado

Dois novos indicadores passam a fazer parte do mercado acionário brasileiro a partir do pregão de 1º de setembro de 2008. São os índices BM&FBOVESPA MidLarge Cap e o BM&FBOVESPA Small Cap, cujas carteiras medirão o retorno de ações de empresas a partir do critério de valor de mercado. Sob códigos MLCX e SMLL, respectivamente, os índices terão suas carteiras reavaliadas a cada quatro meses.

A criação do MLCX e SMLL atende a demanda do mercado por uma referência oficial que utilize o market capitalization como premissa básica para a segmentação das carteiras. O IBrX 50, em comparação, inicialmente separa as 50 ações com maiores índices de negociabilidade e com presença em 80% dos pregões nos doze meses anteriores para, depois, ponderar a participação da carteira pelo free float..

Os índices BM&FBOVESPA MidLarge Cap e BM&FBOVESPA Small Cap foram elaborados de acordo com padrões internacionais permitindo que se tornem referenciais para os investidores e administradores de carteira..

Ações Elegíveis

Serão elegíveis ao Índice MidLarge Cap os ativos de empresas que representarem 85% do valor de mercado total da Bolsa. Já as ações que ficarem de fora desse universo participarão do Índice Small Cap. As empresas emissoras de Brazilian Depository Receipts (BDRs) e aquelas em recuperação judicial ou com falência decretada não poderão participar dos indicadores.

Critérios de inclusão
Após a segmentação pelo valor de mercado, as ações elegíveis aos índices devem atender aos critérios de inclusão em uma relação de ações cujos índices de negociabilidade somados representem 98% do valor acumulado de todos os índices individuais. Devem ainda ter sido negociadas em 100% dos pregões nos doze meses anteriores ao início de vigência da carteira. É permitido a uma mesma empresa ter mais de uma ação nos índices, desde que elas preencham isoladamente os critérios de inclusão.

No caso de ações de empresas com menos de doze meses de listagem, serão elegíveis aquelas que tenham presença de 100% em pregão nos últimos seis meses do período de análise.

Critérios de exclusão

Nas revisões de carteira, a cada quatro meses, uma ação poderá sair do índice caso deixe de atender a um dos critérios de inclusão. Isso ocorrerá ainda durante a vigência da carteira, se a empresa emissora entrar em regime de recuperação judicial ou falência. Sempre que isso acontecer, serão efetuados os ajustes necessários para garantir a continuidade do índice.

Critério de Ponderação

O cálculo do valor de mercado de cada ação vai considerar apenas a quantidade de papéis em circulação (free float). Ficam de fora aqueles de propriedade dos controladores; dos administradores da companhia; os mantidos em tesouraria; e as ações preferenciais de classe especial, intransferíveis. A base dos índices MLCX e SMLL foi fixada em 1.000 pontos para a data de 30 de abril de 2008.
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Acionistas aprovam fusão entre Totvs e Datasul

sábado, 23 de agosto de 2008 0 comentários

SÃO PAULO (Reuters) - Em assembléias realizadas simultaneamente nesta terça-feira, os acionistas das empresas de software Totvs e Datasul aprovaram a fusão das duas companhias.

O negócio foi anunciado ao mercado no dia 22 de julho e será feito por meio de incorporação de ações da Datasul por uma subsidiária integral da Totvs, a Makira.

Os acionistas da Datasul passarão a deter 14,3 por cento do capital da Totvs e ainda receberão 480 milhões de reais.

A transação foi aprovada pelos conselhos de administração das companhias no dia 24 de julho. Nesta terça-feira, segundo comunicado distribuído à imprensa, mais de dois terços dos acionistas das duas companhias aprovaram o negócio, que cria a nona maior empresa de software de gestão do mundo.

Segundo o comunicado, somados os últimos 12 meses encerrados em março de 2008, as operações conjuntas de Totvs e Datasul apresentaram uma receita bruta não auditada de 778 milhões de reais e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês) de 155 milhões de reais, com margem Ebitda superior a 22 por cento.

Juntas, elas passam a atender uma base de 21 mil clientes e a controlar 270 canais de distribuição. As duas companhias brasileiras adotaram estratégias semelhantes para crescer em um segmento dominado por multinacionais como SAP e IBM.

Ambas foram ao Novo Mercado da Bovespa em 2006 para captar recursos e cresceram graças a aquisições de rivais de menor porte.

Em número de instalações, a Totvs já é a líder do mercado nacional, seguida de perto pela SAP, de acordo com uma pesquisa divulgada em maio deste ano pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O estudo mostra que a Totvs responde por 24 por cento dos softwares de gestão instalados nas empresas entrevistadas, seguida pela SAP, com 23 por cento, e Oracle, com 17 por cento. A Datasul representava 16 por cento das instalações.

(Por Taís Fuoco)
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Retomada da Vale pode engrenar quando o mercado começar a olhar para frente

sexta-feira, 22 de agosto de 2008 0 comentários

SÃO PAULO - Parece que o mercado espera ansioso para dar início à recuperação dos papéis da Vale (VALE5, VALE3). A solidez dos fundamentos é consenso entre os analistas, o que não condiz com tamanho período negativo enfrentado pelas ações. O comportamento dos papéis nas últimas sessões pode ser evidência desta afirmação.

Algumas questões ainda geram incerteza e pesam sobre o rendimento das ações, como perspectivas de desaceleração global e recuo dos metais básicos. Chama atenção comentário da Merrill Lynch desta quinta-feira (21): é difícil afirmar se os papéis da mineradora já atingiram o fundo do poço, mas os atuais patamares de preço e o potencial de valorização sobrepujam os riscos.

Enfático, o banco de investimentos considera os ativos da Vale como o melhor caminho para se beneficiar do bom momento do mercado de minério de ferro. E é daí mesmo que o otimismo é alimentado.

Ação não reflete próximo reajuste
Tomando por base o modelo de projeções da instituição, no atual patamar de preços a ação da Vale reflete um recuo de 10% no preço do minério de ferro em 2009, margem que parece muito longe da realidade.

Para se ter uma idéia, a previsão da Merrill Lynch é de valorização de 20% da matéria-prima no próximo ano, uma das mais conservadoras até o momento. A equipe de análise do Citigroup, por exemplo, aposta em alta de 30% do minério na próxima rodada de negociação com as siderúrgicas. A conclusão é que o atual valor da ação está muito distante de incorporar tais perspectivas.

O níquel também não parece problema. Depois de longo período de ajuste, o metal vem de duas sessões consecutivas de forte valorização. Notícias de redução na produção por parte de grandes participantes deste mercado, como a Xstrata, podem sugerir que esta recente inversão de tendência pode prevalecer.

Mercado deve olhar para frente
O ajuste ao preço da oferta de ações foi doloroso às ações da mineradora. Mas passado o evento, o que fica é a utilização do valor captado para crescimento orgânico e via aquisições de médio e grande porte. Mais um ponto que pode ajudar as ações no curto prazo.

A questão é, nas palavras da Merrill Lynch, que o mercado precisa esquecer a oferta de ações e "começar a olhar para frente". O potencial das ações parece mesmo consenso, mas as projeções dos analistas nem de longe estão precificadas sobre o atual preço do ativo. Entre tamanho otimismo, é redundante mencionar que a instituição vê a Vale como sua top pick do setor para a América Latina.
InfoMoney
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Ação ordinária( TCSL3) da TIM Participações lidera ganhos do Ibovespa na semana

SÃO PAULO - As ações ordinárias da TIM Participações (TCSL3) terminaram a semana com valorização de dois dígitos, ostentando o ponto mais alto dentre os destaques positivos do principal índice acionário da Bolsa de Valores de São Paulo.
Os papéis subiram 10,00% e encerraram a sexta-feira (22) cotados a R$ 5,83.O ativo acompanhou o desempenho positivo da renda variável brasileira, sustentado pela recuperação nos preços de commodities metálicas e do petróleo. Assim, impulsionando blue chips com grande peso no Ibovespa. O índice acumulou elevação de 2,96%, terminando a 55.850 pontos.

Preferencial
A disparada da segunda maior operadora de celulares do Brasil poderia estar relacionada a especulações referentes à consolidação setorial, sobretudo levando em conta o tag along para as ações.Chama atenção, por exemplo, a derrocada de 6,17% dos papéis preferenciais da TIM (TCSL4) no mesmo período.
No ano, os ordinários já caíram 30,60%, enquanto os PN, 40,90%. Perdas bem superiores à performance anual do Índice Bovespa (-12,58%).

Baseado em dados sobre o mês de julho, divulgados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a equipe do Banif destaca que a companhia mostrou números mais fracos em termos de novos clientes, demonstrando uma postura de marketing menos agressiva.

Outras altas
Outros papéis que também se destacaram positivamente foram Eletrobras ON (ELET3, R$ 29,95, +8,95%), Petrobras PN (PETR4, R$ 35,29, +8,02%), Petrobras ON (PETR3, R$ 43,11, +7,64%), Duratex PN (DURA4, R$ 25,69, +7,31%) e Sid Nacional ON (CSNA3, R$ 55,49, +6,82%).

InfoMoney

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TOV Corretora divulga carteira recomendada para última semana de agosto

SÃO PAULO - Com foco nas empresas ligadas direta ou indiretamente a commodities, a TOV Corretora divulgou sua carteira recomendada semanal com três ações de empresas que, segundo os analistas, oferecem boa possibilidade de valorização para os próximos dias.

Empresa__Código___Preço-alvo___Upside*____Setor

Vale_______VALE5____R$ 68,00_____ 78,5%_____Mineração
Confab_____CNFB4____R$ 9,50______48,7%______Industrial
Gerdau_____GGBR4____R$ 42,00_____41,4%_____Siderurgia*

Potencial de valorização com base na cotação de fechamento do dia 22/08/08Por que essas sugestões?

Vale
De acordo com a equipe da corretora, a recente desvalorização destas ações trouxe uma boa oportunidade de aquisição com um preço bem vantajoso. Ademais, a TOV destaca que o mercado de minério de ferro continua com uma oferta restrita em relação à demanda e projeta novos reajustes em 2009.
Para os analistas, os metais tiveram uma desvalorização demasiada e encontram-se em patamar bastante atraente devendo valorizar de forma a encontrar um preço mais condizente com sua oferta e demanda.

Confab
A TOV acredita que o momento em que vive o Brasil para o setor de gás e petróleo é bastante favorável e, portanto, espera um aumento expressivo de encomenda e valorização das ações da empresa, que é líder no fornecimento de produtos tubulares.

Gerdau
Os analistas destacam que as perspectivas são bastante positivas para a companhia em 2008, com maior crescimento econômico do País e continuidade de boa demanda nos países em que atua. No Brasil, os setores de construção, automotivo e de implementos agrícolas estão vivendo momento bastante favorável. Por fim, a corretora destaca que o crescimento orgânico e as aquisições por parte da Gerdau estão ocorrendo em um momento de ciclo econômico favorável.Bookmark and Share

ESPECIAL PETROBRAS (PETR4, PETR3) MAIOR E MAIS PODEROSA

quinta-feira, 21 de agosto de 2008 0 comentários

Para transformar o petróleo das profundezas do oceano em riqueza, a Petrobras terá, primeiro, de transformar a si própria

Desde janeiro, mais de 40 funcionários da Petrobras, todos com cerca de 20 anos de casa, trabalham numa ampla revisão do planejamento da companhia para 2020. Até setembro, eles devem apresentar à cúpula da estatal um plano para torná-la mais ágil e equipada para explorar reservas descobertas nas áreas do pré-sal, como é conhecida a formação geológica a 4 000 metros abaixo do fundo do mar. Especialista em retirar petróleo de grandes profundidades, a Petrobras sabe que está diante de um desafio inédito e gigantesco, capaz de elevá-la a um novo patamar num mundo cada vez mais ávido por petróleo e energia. Por isso, embora oficialmente se fale apenas em uma revisão, as mudanças que estão por vir na maior empresa brasileira são, na prática, uma reinvenção. O ritmo de tomada de decisões terá de ser simplificado e acelerado. Mais de 40 000 novos funcionários serão contratados e treinados. As políticas de manutenção dos melhores profissionais terão de ser mais eficazes. Toda a logística da exploração de petróleo deve ser revista. Os investimentos previstos — que já eram de impressionantes 112 bilhões de dólares até 2012 — serão redimensionados. A maneira de captar recursos também. “Estamos prestes a passar por uma transformação intensa e rápida”, disse a EXAME, em julho, o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli. A empolgação com o futuro era tanta que, nos bastidores, falava-se que o pré-sal poderia transformar a Petrobras na maior companhia do mundo em reservas e produção de petróleo e gás. Mas, nas últimas semanas, esse ímpeto arrefeceu. A possibilidade de que o governo crie uma nova estatal para administrar as reservas do pré-sal caiu como água fria na fervura. “O clima não é bom. Toda essa incerteza desanimou o pessoal”, diz um dos executivos envolvidos na elaboração do plano.

Em tese, não há motivo para desânimo. O novo planejamento estratégico da Petrobras leva em consideração apenas os 11 blocos do pré-sal já arrematados pela empresa, em parceria com outras sete petrolíferas estrangeiras. Apesar da grita dos acionistas, a Petrobras continua tendo ótimas perspectivas de lucros com o pré-sal. “Não passa pela cabeça de ninguém que a Petrobras possa perder as áreas que já tem”, diz um diretor. Segundo Gabrielli, a estatal começará a retirar óleo e gás para valer do pré-sal em 2015, quando, espera-se, a produção deverá passar do 1,9 milhão de barris diários para 4,1 milhões. Suas reservas, hoje em 14 bilhões de barris, podem mais que dobrar, dependendo da quantidade de óleo disponível no pré-sal. Tudo isso continua como está. O que pode mudar, segundo o que foi dito até agora por membros do governo, é a perspectiva de novos ganhos. Caso seja criada uma estatal para ser dona do novo petróleo — o que, ressalte-se, ainda não passa de uma idéia defendida por setores do governo —, a Petrobras teria menos oportunidades de acrescentar novas reservas a seus ativos. A conta se baseia numa estimativa de que pelo menos três quartos do volume de óleo do pré-sal estão em áreas ainda não licitadas. “Sem novas reservas, a tendência é a companhia se desvalorizar”, diz David Zylberstajn, ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo, órgão regulador do setor.

A ironia é que o recente debate sobre um novo modelo para o petróleo decorre dos grandes avanços da Petrobras. Foi graças aos investimentos em pesquisa e tecnologia, por exemplo, que a empresa chegou ao pré-sal. A descoberta levou a Petrobras a atingir, em maio, o terceiro maior valor de mercado entre companhias abertas das Américas, superando a Microsoft. (Parte dessa valorização seria perdida posteriormente devido às oscilações no preço do petróleo, aos temores de um desaquecimento da economia mundial e às incertezas em relação ao futuro da estatal.) O presidente Lula tem dito a seus interlocutores mais próximos temer que a estatal se torne “poderosa demais”, mais até do que o próprio governo, caso detenha o comando da exploração das novas reservas. Esse tipo de afirmação, sempre feita sob anonimato por pessoas próximas ao presidente, irritou profundamente os executivos da Petrobras nos últimos dias. Procurado por EXAME, o presidente da estatal, que havia dado entrevista sobre o pré-sal em julho, não quis comentar as últimas declarações vindas de Brasília. A Lula também não agrada o fato de a Petrobras ter de prestar contas a acionistas no Brasil e no exterior, donos de 68% de seu capital. “Graças a eles, a Petrobras ganhou competitividade e transparência”, diz o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Estudos de Infra-Estrutura. “São eles que impedem que a companhia seja usada como instrumento político, como acontece com a PDVSA, na Venezuela.”


Como chegar à Petrobras do futuro
Os principais desafi os que a companhia tem de superar para aproveitar a riqueza do pré-sal
Serviços
Contratar 42 navios, 146 barcos de apoio e 40 sondas, respeitando a determinação de utilizar mais de 50% de conteúdo nacional. Esses equipamentos estão escassos no mundo todo e os estaleiros brasileiros não têm condições de produzi-los


Pessoal
Contratar 14 000 funcionários só para trabalhar no pré-sal. Hoje, são 22 000 funcionários na exploração e produção de petróleo e gás
Redesenhar a política de retenção de talentos. Hoje, as ofertas de salário dos concorrentes para técnicos experientes chegam a 45 000 reais por mês, o triplo do que paga a estatal


Logística
Rever o esquema de transporte dos funcionários. Os helicópteros em uso não têm autonomia para voar, lotados, todo o percurso de ida e volta até os novos campos, a 300 quilômetros da costa
Encontrar uma forma efi ciente de trazer o óleo e o gás até a costa. Os gasodutos disponíveis hoje têm capacidade para transportar 10 milhões de metros cúbicos de gás. Só no campo de Júpiter a produção diária deve ser de 50 milhões de metros cúbicos


Processo decisório
Reformular a tomada de decisões. Hoje qualquer contrato com valor acima de 20 milhões de reais tem de ser aprovado em diretoria, o que faz com que ocorram atrasos operacionais


Novos produtos
Ampliar de dois para seis o número de refi narias novas a ser construídas até 2017
Vender mais produtos de maior valor, como diesel e gasolina

O fim do monopólio da Petrobras sobre a exploração e a produção do petróleo foi decretado em 1997. Desde então, ela praticamente triplicou sua produção e transformouse em líder mundial em exploração de petróleo em águas profundas. Esse crescimento deu à estatal status de companhia global e transformou-a num dos principais motores da economia brasileira. Seu faturamento de 101 bilhões de dólares em 2007 representou 10,4% das vendas totais das 500 maiores companhias do país, segundo a última edição de Melhores e Maiores, de EXAME (isso sem considerar a BR, seu braço de distribuição de combustíveis). No primeiro semestre deste ano, as ações da Petrobras representaram 20% do volume de recursos movimentados na Bovespa. Seu orçamento para investimentos em 2008, de 40 bilhões de dólares, é metade de tudo o que o BNDES pretende aplicar neste ano. Em 2007, a empresa pagou, sozinha, 13% do total arrecadado com impostos pelo governo federal e 17% do ICMS, pago aos estados. Foram 80 bilhões de reais, ou 2,6 vezes o orçamento do governo para a educação. À estatal cabem 30% dos investimentos previstos no PAC — mais 144 bilhões de reais.


Dez exemplos de grandeza

Todos esses números só reforçam o fato de que mais de cinco décadas de interferências políticas não foram suficientes para imobilizar a capacidade técnica que foi forjada na empresa. E, mesmo que uma nova estatal venha a ser criada, a descoberta dos novos reservatórios tornou um novo salto — de produção, investimentos, tecnologia — um imperativo para a Petrobras. Desde que começou a se aventurar no pré-sal, em 2001, a estatal investiu 1 bilhão de dólares em levantamentos sísmicos, contratação de sondas para perfuração e testes. A empresa ainda não sabe quanto deverá investir para determinar o tamanho das reservas que ela já tem abaixo da camada de sal. Como precisa furar mais 18 poços exploratórios a um valor médio de 60 milhões de dólares cada um, será preciso gastar, por baixo, mais 1 bilhão até o final de 2009. Os primeiros barris começam a ser extraídos do campo de Tupi, em caráter experimental, em março de 2009. Um ano depois começa um projeto piloto, que vai retirar 100 000 barris por dia desse campo. Em 2012, os novos poços começam a produzir comercialmente. Só a partir de 2015, estima Gabrielli, os campos do pré-sal começam a produzir a plena capacidade.


A Petrobras no mundo

QUANDO ISSO ACONTECER, A PETROBRAS terá de ter resolvido algumas questões críticas. A primeira será encontrar, no mundo, equipamentos e serviços para sustentar toda essa atividade. Com a alta do petróleo e a corrida para encontrar novas reservas, esses equipamentos praticamente sumiram do mercado. A estatal pretende contratar 42 navios, 146 barcos de apoio e 40 sondas só para produzir no pré-sal. Para driblar a falta de equipamentos no mercado, a Petrobras já deslocou uma de suas sondas no Golfo do México para o Brasil e diminuiu de 120 para 70 dias o tempo que as sondas permanecem num único campo. Segundo o presidente da Petrobras, a idéia é aumentar a exigência de conteúdo nacional na fabricação desses equipamentos, que hoje é de 50%. “Essa é hoje nossa principal limitação. Alguns fornecedores, como os estaleiros e certas áreas de máquinas e motores, estão no limite da capacidade. A indústria nacional vai precisar correr para atender às nossas encomendas”, diz Gabrielli.

Outra limitação importante é a mão-de-obra. A Petrobras planeja contratar 14 000 engenheiros, geólogos e perfuradores nos próximos três anos só para trabalhar no pré-sal — mais de 12 pessoas por dia. Hoje são 22 000 funcionários em toda a exploração e produção. Para uma companhia que já tem 70 000 funcionários, dos quais 21 000 com menos de sete anos de casa, treinar toda essa gente — e mantê-la depois — será uma tarefa gigantesca. “O aquecimento da atividade no setor só vai aumentar a demanda por profissionais. É natural que o mercado vá buscar gente na Petrobras”, diz um ex-executivo da estatal que hoje trabalha como consultor. Segundo esse consultor, as ofertas de salário para técnicos especializados em exploração chegam a 45 000 reais. O salário médio para esses técnicos na Petrobras varia de 12 000 a 15 000 reais.

Ainda que os funcionários e os equipamentos estejam disponíveis, a Petrobras precisa reformular toda a sua logística, desde o transporte de pessoal até as plataformas e a maneira de trazer o óleo e o gás para a costa. “Muitas coisas no pré-sal serão testadas no Brasil pela primeira vez”, diz Luis Costamilán, presidente da britânica BG, sócia da Petrobras em cinco dos 11 blocos do pré-sal. A exportação do gás é uma dessas “coisas” inéditas. Os gasodutos disponíveis têm capacidade de transportar, no máximo, 10 milhões de metros cúbicos por dia. Embora as reservas não estejam totalmente mapeadas, já se sabe que, só de Júpiter, um dos campos, será possível retirar cerca de 50 milhões de metros cúbicos por dia. Entre as possíveis soluções para aproveitar esse potencial está, por exemplo, a construção de usinas térmicas ao lado das plataformas para transformar o gás em energia em alto-mar e transportá-la via cabo. Outra solução é liquefazer o gás em alto-mar, e uma terceira opção seria reinjetá-lo no subsolo para ajudar na exploração do petróleo. A lista de desafios da estatal segue com a questão do transporte de funcionários e insumos até as plataformas da maneira mais econômica possível. Os helicópteros usados hoje não têm autonomia para fazer, cheios, o percurso de 600 quilômetros de ida e volta das plataformas do pré-sal até a costa. “Ou os helicópteros farão o dobro das viagens ou teremos de construir uma plataforma no meio do caminho para abastecimento”, diz Costamilán. A complexidade dos problemas que a Petrobras precisa resolver para lucrar com a nova fronteira exploratória impõe também uma revisão em seu processo de decisão. Como toda estatal, ela é lenta e, muitas vezes, segue caminhos que não estão alinhados à lógica do mercado. Hoje, por exemplo, todo contrato acima de 20 milhões de dólares deve ser aprovado em diretoria, o que leva tempo e gera atrasos. “Essas reuniões nunca duram menos de 12 horas, e é comum alguns assuntos serem postergados. Isso vai mudar”, diz um dos diretores.

Ninguém deixará de notar a ironia de ver uma estatal do porte da Petrobras buscando ganhos de eficiência e se preocupando em manter seus talentos — duas notórias deficiências de quem tem o Estado como um de seus patrões. Pois existe outra grande ironia, com data marcada. Na sexta-feira 29 de agosto, os conselheiros da Petrobras vão se reunir no Rio de Janeiro para conhecer a versão inicial do novo plano estratégico. Será a primeira vez que eles terão acesso a uma descrição detalhada dos desafios que a companhia precisa superar para dar o maior salto de sua história. Até o fechamento desta edição, estava prevista a presença de Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil e presidente do conselho da estatal, e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão — dois dos maiores defensores da criação de uma nova estatal para administrar a fortuna escondida no pré-sal.
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Boeings 777-300ER comprados pela TAM já estão a caminho de SP

segunda-feira, 18 de agosto de 2008 0 comentários

Os primeiros oito Boeing 777-300ER encomendados pela TAM já estão a caminho de São Paulo, informou hoje a fabricante americana em comunicado.

Com esses aviões, a companhia aérea se transformará na primeira da América Latina a operar esse tipo de aeronaves de longo alcance, que transportam até 365 passageiros e estão equipados com motores GE-90 de General Electric.

Além disso, a aeronave possui integrada a classe 3 do Electronic Flight Bag (EFB) da Boeing, um sistema que introduz toda a informação necessária aos pilotos em formato digital e substitui, assim, os tradicionais manuais de vôo, ao mesmo tempo em que permite otimizar o consumo e as emissões do avião.

Segundo um comunicado da Boeing, a TAM utilizará os aviões para os vôos na América Latina e nas conexões com a Europa e América do Norte.

"Os 777-300ER dotarão a TAM dos aviões de sua classe com menor consumo de combustíveis e mais baixos custos de funcionamento", assegurou o vice-presidente de vendas da Boeing para a América Latina e Caribe, John Wojick.
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O que são Ações Blue Chips?

O que são Ações Blue Chips?
Você certamente já ouviu falar das ações blue chips da Bovespa. E que o preço de uma blue chip bateu recordes na bolsa em determinado dia.

Mas, afinal, o que são ações blue chips? O que transforma as ações de uma empresa em blue chip?

O que são Ações Blue Chips
Em mercados de investimento, blue chip se refere aquele ativo com alta percepção de qualidade, liquidez e ganhos.

Nos mercados de ações — aos quais vamos nos manter aqui — estes são os principais atributos das ações blue chips:

Crescimento sólido
Geração de receita e lucro
Direção eficiente
Bom relacionamento com o mercado
Geração de ganhos para acionistas (dividendos, bônus etc.)
Algumas vezes ações blue chips são definidas apenas como as de empresas com grande valor de mercado, tais como a Petrobras, Companhia Vale do Rio Doce etc.

Por estas empresas, em geral (mas não sempre), apresentarem as características acima, a origem da definição acaba sendo irrelevante.

Blue chip é um termo derivado das fichas (chips) de cassinos. As fichas azuis — ou seja, as “blue chips” — são as que possuem o maior valor nas mesas de jogos.
Por serem consideradas ações de qualidade, ações blue chips são as mais procuradas por investidores individuais e institucionais para compôr suas carteiras. Isso confere às ações blue chips mais liquidez no mercado.

Por todos estes motivos, ações blue chips são tomadas como as que oferecem melhores relação risco/retorno da bolsa.

Quais São as Ações Blue Chips da Bovespa?
Ações blue chips são percebidas pelo mercado como tal, de uma maneira um tanto quanto subjetiva.

Por isso, não existe uma lista oficial de ações blue chips.

Por serem as ações preferidas do mercado, uma das formas de se obter uma “lista” de blue chip é através da observação das ações mais negociadas na bolsa. Geralmente, no topo da lista estão as tão procuradas ações blue chips.

Se for usar este método, é recomendável que você observe as listas de ações mais negociadas de mais de um pregão. Desta forma você filtrará ações que subiram ao topo temporariamente devido a fatores que nada têm relação com os atributos de uma blue chip.
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Mercado Integral x Mercado Fracionário

Mercado Integral x Mercado Fracionário
Na Bovespa, ações são negociadas no mercado integral em lotes-padrão com 10, 100, 1.000 etc., ações (veja Entendendo Lote de Ações da Bovespa para saber mais sobre lotes-padrão).

Se a ação de uma empresa está cotada a R$ 97 e seu lote-padrão é de 100 ações, então para comprar ações desta empresa você precisaria desembolsar nada mais, nada menos, que R$ 9.700.

Se você é um pequeno investidor, este mecanismo diminui severamente as possibilidades de diversificação de sua carteira de ações. Dependendo da quantia disponível para investimento, pode até ser impossível comprar ações de determinadas empresas.

Felizmente, a Bovespa oferece outro mecanismo que possibilita a investidores operarem com ações em quantidades menores que o lote-padrão: o mercado fracionário.

O Mercado Fracionário
No mercado fracionário, ações são negociadas unitariamente. Ou seja, não há lote mínimo para negociação.

Isso significa que você pode, se assim, desejar, comprar 15, 5 ou até mesmo apenas 1 ação de uma empresa.

O mercado fracionário permite que pequenos investidores participem do mercado de ações e possibilita, ainda, a diversificação da carteira, visto que o investidor pode definir a participação de cada ação com mais flexibilidade.

O mercado fracionário pode (e é) utilizado também por grandes investidores. Muitos o utilizam para completarem lotes-padrão. Por exemplo, um investidor com 1.420 ações da Vale do Rio Doce pode recorrer ao mercado fracionário, adquirir 80 ações e, assim, completar 15 lotes-padrão (1.500 ações).

Isso é possível porque não há diferença entre a ação negociada no mercado integral e a negociada no mercado fracionário. E outras palavras, o ativo é o mesmo — ele só é negociado em mercados diferentes.

Mercado Integral e o Mercado Fracionário: Diferenças
O mercado fracionário funciona de maneira independente do mercado integral. Isso significa que cada mercado tem cotações e liquidez próprios.

As diferenças de cotação são devidas ao mercado fracionário ter forças de oferta e procura das ações ligeiramente diferentes das do mercado integral.

Isso significa que as cotações do mercado fracionário via de regra variam como no mercado integral, mas não há correspondência exata entre elas. ( Entenda o que é After market Bovespa)

Em geral, as ofertas de venda no mercado fracionário são ligeiramente mais altas das do mercado integral. E as ofertas de compra são mais baixas. Em outras palavras, no mercado fracionário o spread (diferença entre as melhores ofertas de compra e venda) é maior.

Por possuir menor volume de negociação, a liquidez no mercado fracionário também é menor. Ou seja, é mais “fácil” comprar/vender ações no mercado integral do que no mercado fracionário.
Em geral, isso não chega a ser muito problema para investidores de médio/longo prazo e/ou que operam com blue chips.

Operar no mercado fracionário com ações de baixa liquidez no mercado integral é um grande problema, que deve ser evitado.

Como Operar no Mercado Integral e no Mercado Fracionário
Como você viu no início deste artigo, as ações negociadas no mercado fracionário são as mesmas que as negociadas no mercado integral. Então como escolher entre elas?

A resposta é a seguinte: existe duas formas distintas de se operar no mercado integral ou no fracionário e isso depende de sua corretora.

Algumas corretoras tornam todo o processo transparente para seus clientes, selecionado a operação no mercado integral ou no mercado fracionário dependendo da quantidade de ações negociadas.

Por exemplo, se sua corretora funciona desta forma e você envia uma ordem de compra de 50 unidades de uma ação cujo lote-padrão é de 100 ações, então a corretora vai automaticamente executar a operação no mercado fracionário.

Se a mesma ordem fosse de compra de 250 ações, então a corretora faria a compra de 2 lotes-padrão (200 ações) no mercado integral e 50 no mercado fracionário.

A outra forma é a seleção manual do mercado, o que deve ser feito por você na hora de seleção do ativo.
Isso é possível porque na Bovespa uma mesma ação tem códigos diferentes no mercado integral e no mercado fracionário. Mais especificamente, no mercado fracionário o código do ativo é o mesmo do mercado integral, seguido da letra “F”.

Por exemplo, as ações ordinárias do Banco do Brasil têm código BBAS3 no mercado integral. As mesmas ações negociadas no mercado fracionário têm código BBAS3F.

Assim, se sua corretora requer que você defina o mercado que quer operar, você deve informar o código do ativo “simples” para operar no mercado integral, e o código do ativo seguido de “F” para operar no mercado fracionário.
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O que é o After Market Bovespa?

O que é o After Market Bovespa?
O after market da Bovespa é um período do dia em que bolsa de valores funciona após o pregão normal (que acontece em horário comercial).

Em linhas gerais, o after Bovespa nada mais é do que um horário extra de funcionamento da bolsa. Ele possibilita a investidores que não têm como acompanhar o mercado durante investir na bolsa neste horário extra.

Se você trabalha durante o dia e, mesmo assim, não abre mão de administrar pessoalmente sua carteira, então você pode operar no after market da Bovespa após o trabalho e, assim, negociar seus ativos normalmente como no pregão normal (sujeito apenas a algumas restrições, como veremos a seguir).

Horário do After Market Bovespa
O aftermarket da Bovespa se inicia logo após o horário de pregão normal e se estende por alguns minutos ou horas, dependendo do horário oficial adotado no momento pela Bovespa.

Normalmente o after Bovespa funciona das 17h30 às 19h. Do início até as 17h45 acontece, na verdade, a fase de pré-abertura, aonde é possível apenas cancelar ordens enviadas durante o pregão normal. Após as 17h45 inicia-se a fase de negociação. O aftermarket funciona normalmente em dias úteis, exceto às sextas-feiras e em vésperas de feriado.

Como vimos, é na fase de pré-abertura do aftermarket que podem ser canceladas ordens enviadas durante o pregão normal. Isso é necessário porque se você enviar uma ordem durante o pregão normal com validade para o dia, a mesma permanecerá ativa (poderá ser executada) no after market.

Mais ainda: se você comprar um ativo durante o pregão normal e enviar uma ordem para venda no mesmo dia, e a mesma só ser executada no after market, fica-se configurada uma operação de daytrade.

Note que os dias e horário after market pode ser modificado a critério da Bovespa. Por exemplo, em horário de verão o horário do aftermarket normalmente é outro.

Veja no final deste artigo como saber o horário oficial de funcionamento do after market Bovespa.
Comprando e Vendendo no After Bovespa
Negociar no after Bovespa não é muito diferente de fazê-lo no pregão normal. Você acessa a bolsa normalmente através do home-broker de sua corretora e envia suas ordens de compra e venda.

Como vimos lá em cima, existem, porém, algumas restrições para operação no after Bovespa. Elas não são muitas e são definidas para prevenir grandes oscilações de preços e volume, e desequilíbrios no mercado — é bem pouco provável que você seja limitado por essas limitações, mas é bom saber que elas existem.

Estas são as limitações de operação no after Bovespa:

Só é permitido operar com ativos negociados à vista na bolsa. Ou seja, ações, units, direitos etc. das companhias listadas (veja O Código Bovespa para saber mais).
Não é permitido, por exemplo, negociar derivativos, tais como opções de compra/venda ou termos.
(Mundotrade)

No after market Bovespa você pode negociar os ativos à vista no mercado integral e no fracionário (veja Mercado Integral x Mercado Fracionário).

Os preços negociados não podem sofrer variação superior a 2% em relação ao fechamento no pregão normal. Por exemplo, se ao término do pregão normal uma ação fechou a R$ 100,00, então você não poderá negociá-la por mais que R$ 102,00 ou menos que R$ 98,00.
Você estará sujeito a limites de quantidades a comprar/vender por negócio. Em papéis menos líquidos, por exemplo, suas ordens estão limitadas a 50% da média de negócios dos últimos 30 dias.
Dificilmente suas ordens serão recusadas por serem muito grandes (a não ser que você esteja mesmo operando com muito dinheiro!). Mas, caso precise, você deve consultar a Bovespa para saber os limites de cada papel no momento, visto que eles são dinâmicos.

After Market Bovespa – Conclusão
Como vimos, o aftermarket da Bovespa é uma excelente ferramenta para a negociação de ativos na bolsa para aqueles que não têm tempo de operar no pregão normal.

A negociação no after Bovespa tem suas características e restrições mas, em geral, elas não causam maiores problemas para investidores.

Consulte aqui o horário oficial do after Bovespa: http://www.bovespa.com.br/Bovespa/horarioneg.htm
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Rio Tinto e NMDC formam parceria para minério e avaliam Brasil

Rio Tinto e NMDC formam parceria para minério e avaliam Brasil

- A mineradora australiana Rio Tinto e a indiana NMDC formarão uma parceria para obter minério de ferro e outros minerais na Índia e em outros países, afirmou o presidente da companhia indiana na segunda-feira.

"Estamos buscando em Orissa, Tamil Nadu. Ainda há oportunidades na Austrália e no Brasil", afirmou Rana Som presidente da NMDC, a repórteres após as empresas assinarem o acordo.

No final de julho, a Rio Tinto informou que vai investir mais de 2 bilhões de dólares para multiplicar por seis a sua produção no Brasil, para 12,8 milhões de toneladas anuais.

Ele acrescentou que a parceria era principalmente relacionada ao minério de ferro, porém havia espaço para outros minerais.

A NMDC afirmou ainda que revisará os preços do minério de ferro.

"Para os consumidores internos, houve uma redução de médio prazo que deve vigorar a partir de 1o de outubro, que será absorvido e ajustado de acordo com a revisão de abril", disse Rana Som.

A companhia pretende concluir as negociações num período de um mês, acrescentou
(Reuters)
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Economática: lucro da Petrobras é 3º maior das Américas 12.08.2008 10h45

terça-feira, 12 de agosto de 2008 0 comentários

Economática: lucro da Petrobras é 3º maior das Américas 12.08.2008 10h45
O lucro líquido da Petrobras no segundo trimestre deste ano, de R$ 8,783 bilhões, é o terceiro maior das Américas entre as companhias de capital aberto no período, sem considerar as empresas canadenses, de acordo com levantamento da Economática.

Convertido pela taxa de câmbio do encerramento de junho, o lucro da Petrobras foi de US$ 5,517 bilhões, abaixo apenas dos resultados das petrolíferas americanas ExxonMobil, de US$ 11,680 bilhões, e Chevron Texaco, de US$ 5,975 bilhões.

A mineradora Vale é a outra companhia brasileira que aparece na lista da Economática, na décima quarta colocação entre as mais lucrativas das Américas no período. A Economática levou em conta o resultado da mineradora pelo padrão contábil brasileiro (BR Gaap), que totalizou R$ 4,573 bilhões no período de abril a junho deste ano, ou US$ 2,873 bilhões.
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Banco Panamericano vai recomprar 10% das ações em circulação

Banco Panamericano vai recomprar 10% das ações em circulação 12/08/2008
Papéis acumulam queda de quase 25% em relação ao preço da oferta inicial, realizada no final do ano passado

O banco Panamericano, controlado pelo apresentador de televisão Silvio Santos, vai recomprar 10% das ações em circulação no mercado. O conselho de administração da instituição autorizou a recompra de até 7,004 milhões de ações preferenciais (que não dão direito a voto) até o dia 10 de agosto.

A oferta inicial de ações do banco foi feita em novembro do ano passado. A expectativa dos bancos coordenadores era de que cada ação preferencial fosse vendida por entre 12,50 e 15 reais, mas os papéis saíram por 10 reais. Até ontem, quando fecharam em 7,55 reais, houve uma desvalorização acumulada de 24,5%.
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Os projetos da CSN agradam aos investidores, mas a empresa precisa mostrar agora que vai cumprir seus planos

sábado, 9 de agosto de 2008 0 comentários

A Companhia Siderúrgica Nacional(CSN) está tocando alguns planos grandiosos para ampliar sua produção. Até 2011, por exemplo, deve terminar a construção de duas novas fábricas de aço, uma em Itaguaí, no Rio de Janeiro, e outra em Congonhas, em Minas Gerais. Quando essas unidades ficarem prontas, a capacidade atual da empresa será ampliada em 160%. Outro empreendimento consiste no projeto de expansão da mina Casa de Pedra, em Congonhas, um dos ativos de mineração mais valiosos do mundo. Com término previsto para 2013, o plano deve expandir a produção de minério de ferro de 16 milhões de toneladas para 70 milhões de toneladas por ano. “São projetos que ainda estão distantes. Mesmo assim, o mercado está acreditando na capacidade da CSN de realizá-los”, diz Rodrigo Ferraz, analista de siderurgia da corretora Brascan.

A confiança nos planos da CSN pode ser atestada pela valorização das ações da empresa na Bovespa. Em 2007, seus papéis subiram 157%, a segunda maior alta na bolsa (atrás apenas da mineradora MMX, do empresário Eike Batista, cujas ações valorizaram 309% no ano). Entre os fatores que explicam todo esse crédito dos investidores estão os números de desempenho da companhia e o cenário favorável a seus negócios. Em 2007, a CSN faturou 6,6 bilhões de dólares, um crescimento de 22% em relação ao ano anterior, e lucrou quase 1,7 bilhão de dólares. Sua rentabilidade foi de 28%. O conjunto de indicadores positivos a credenciou ao posto de empresa do ano no setor de siderurgia e metalurgia.

No primeiro semestre de 2008, as ações da CSN continuaram evoluindo num ritmo forte — até 20 de junho, a valorização acumulada havia sido de 33%. Para os analistas, a alta pode ser creditada, em boa parte, ao aumento da demanda por minério de ferro em todo o mundo. A CSN tem algumas peculiaridades que a fazem tirar mais proveito desse bom momento. “A empresa se beneficia por ter um processo integrado de mineração, logística e produção de aço. Ela não é apenas uma siderúrgica, é também uma mineradora”, afirma Cristiane Viana, analista da corretora Ágora. O dono e presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, aponta outra vantagem. “Somos a única siderúrgica que tem capacidade ociosa para produzir aço de alto valor agregado, utilizado na indústria automotiva”, diz. No ano passado, o setor representou 15% do faturamento da siderúrgica. As montadoras prevêem bater em 2008 um novo recorde de vendas de veículos — quanto mais carros forem vendidos no Brasil, portanto, mais as siderúrgicas, no geral, e a CSN, em particular, lucrarão.

Os investidores acompanham atentamente os passos da empresa de Steinbruch. Uma das principais expectativas está na venda de parte da Casa de Pedra por meio da abertura de capital, negócio que estava prometido para setembro do ano passado. A prorrogação do IPO para este ano gerou especulações. Segundo analistas, a causa teria sido a disputa na Justiça envolvendo a concorrente Vale — a CSN lutava para desfazer um acordo com a mineradora, que a obrigava a vender à concorrente o minério excedente da Casa de Pedra. Em janeiro, o Supremo Tribunal Federal decidiu a favor da CSN, mas o processo acabou atrasando o plano de abertura de capital da Casa de Pedra. Steinbruch, no entanto, tem outra justificativa. “O IPO não ocorreu no ano passado porque não era interessante para a CSN. O minério de ferro valorizou 70% no primeiro semestre de 2008. Teríamos perdido dinheiro”, diz. Ele também desdenha dos analistas que prevêem um forte revés nas ações das empresas caso ocorra nova mudança de planos no cronograma da oferta inicial de ações. “Vamos esperar pelo momento certo para o IPO. Ele deve ser entre julho e setembro de 2008.”
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Embraer vai demitir 500 pessoas, diz sindicato

A Embraer deu início a um processo de reestruturação da empresa e deve demitir, até o final deste ano, cerca de 500 profissionais. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, mas a assessoria de imprensa da Embraer não fala sobre o assunto.

A maioria das demissões deve ocorrer na sede da empresa, em São José dos Campos, onde serão desativadas duas vice-presidências e dispensados pelo menos dez diretores e trinta gerentes, além de funcionários do setor administrativo, engenheiros e operários.

O baixo valor do dólar em relação ao real seria o principal motivo para que a empresa reavaliasse sua atuação no mercado e seu processo produtivo, que estaria sendo insatisfatório. A empresa teria detectado, além de problemas na produtividade, problemas futuros em caixa, caso não faça essa modificação agora.
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Investidor individual aplica na contramão do estrangeiro

Sem força para definir o rumo da bolsa, pessoas físicas compram ações quando o mercado está em baixa e vendem quando ele está em alta.

Os brasileiros que investem como pessoa física na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ainda não são capazes de definir o comportamento do Ibovespa, o principal indicador do desempenho das ações, mas demonstram seguir à risca uma das máximas mais conhecidas do mercado financeiro, a de comprar papéis nos momentos de baixa e vendê-los nos de alta.

A estratégia acaba fazendo com que o investidor individual esteja quase sempre na contramão do movimento de investidores estrangeiros, esses sim poderosos o suficiente para fazer a Bolsa oscilar.

Essa dinâmica fica visível nos números de um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Investidores (INI), instituição privada que desenvolve programas de educação sobre Finanças. A partir da análise dos movimentos de compra e venda de ações por parte dos investidores, o estudo demonstra que as decisões dos estrangeiros coincidiram com o sentido do Ibovespa em 30 dos 42 meses analisados, num período que vai de janeiro de 2005 a junho de 2008. Ou seja, na maior parte do tempo, quando os investidores estrangeiros tiraram dinheiro da bolsa, ela caiu. Já quando eles aplicaram, a Bolsa como um todo subiu.

Segundo o gerente geral do INI, Paulo Portinho, o fato de existir coincidência entre o Ibovespa e as medidas dos investidores estrangeiros em 72% das vezes demonstra que eles são, de fato, os principais responsáveis pela determinação do índice.

Na tendência inversa estão as pessoas físicas, com 80% de correlação negativa com o Ibovespa. O número demonstra que nos meses em que a Bolsa caiu, os investidores individuais compraram e quando ela subiu, eles venderam.

A pesquisa não aponta as causas desse comportamento, mas a lógica desse tipo de movimento costuma ser a de que os “peixes pequenos” aproveitam as oportunidades geradas pelos “peixes grandes”. Por exemplo, quando os grandes fundos estrangeiros, que investem quantias incomparavelmente maiores que as dos investidores individuais, compram ações da Petrobras, a demanda crescente empurra para cima o preço dos papéis e estimula a pessoa física a realizar seu lucro vendendo as ações da empresa. Já quando uma notícia de recessão mundial leva o mercado a reduzir a expectativa de venda de minérios no mercado global e força os fundos a vender os papéis da Vale, o preço das ações torna-se atraente para o pequeno investidor, que os adquire na expectativa de revendê-los na maré de alta.

Tamanha influência dos estrangeiros também acaba por tornar o mercado brasileiro como um todo mais vulnerável às crises internacionais. Num momento de incerteza quanto às perspectivas mundiais, como o atual, a Bovespa tende a ver uma fuga de capitais mais acentuada que a de suas parceiras com maior percentual de participação dos investidores domésticos.
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VCP irá comprar ações da Aracruz por R$ 2,7 bi

A Votorantim Celulose e Papel (VCP) anunciou hoje que chegou a um acordo para a aquisição de 127,506 milhões de ações ordinárias (ON) da Aracruz, representativas de cerca de 28% de seu capital votante, pertencentes à Arapar, holding da família Lorentzen. O preço global da aquisição, que envolve a Votorantim Industrial, controladora da VCP, será de R$ 2,71 bilhões, a ser pago em dinheiro na data da transferência das ações. A VCP já integra o bloco de controle da Aracruz, com 28% das ações ordinárias.

Segundo a VCP, a Arainvest Participações (do Grupo Safra), também integrante do bloco de controle da Aracruz, terá o prazo de 90 dias para se pronunciar sobre sua opção de exercer ou não o direito de preferência ou de venda conjunta de suas ações (tag along), nos termos do acordo de acionistas de Aracruz vigente entre Arainvest e Arapar. "Caso a Arainvest renuncie ao seu direito de preferência e de venda conjunta, Votorantim Industrial e VCP buscarão negociar um acordo com Arainvest, visando compartilhar o controle de Aracruz e VCP", informou a VCP em fato relevante.


Ainda de acordo com a VCP, se a aquisição for confirmada, o grupo Votorantim pretende promover uma reorganização societária de Aracruz e VCP, visando capturar sinergias. Nesse caso, será aplicado o critério de fluxo de caixa descontado das empresas para definir a relação de troca entre as ações. "Baseando-se na avaliação do Banco ABN Amro Real, a relação de troca será entre 0,22 e 0,24 ação (ordinária ou preferencial) de emissão da VCP para uma ação (ordinária ou preferencial) de emissão da Aracruz."

"Tendo em vista que as transferências de ações decorrentes desta alienação serão apenas entre integrantes do atual bloco de controle da Aracruz, a aquisição das ações pela Votorantim Industrial e VCP não requer apresentação, aos demais titulares de ações ordinárias de emissão de Aracruz, de oferta pública de aquisição de suas ações, uma vez que inexistirá alienação de controle da Aracruz", informou a VCP.
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Com o nome Aeiou, Unicel chega a SP em setembro

A operadora de telefonia móvel Unicel lançará comercialmente seus serviços na região metropolitana de São Paulo no dia 8 de setembro deste ano. A operadora vai se apresentar ao mercado com a marca Aeiou e venderá somente chips pré-pagos, e não aparelhos. Antes do lançamento comercial, a empresa fará um teste, a partir da sexta-feira da semana que vem (dia 15), com um público de 10 mil pessoas. Segundo a operadora, esses novos assinantes terão direito a um crédito de R$ 35,00 para experimentar o serviço.

A Aeiou quer conquistar o público jovem urbano. Para isso, abrirá uma loja conceito na Vila Madalena, bairro boêmio de São Paulo. O chip não tem custo, mas para solicitá-lo é exigido um crédito de no mínimo R$ 20,00 em minutos. O valor da recarga deve ser acima de R$ 15,00.

Caso o cliente não utilize todo o crédito adquirido, poderá resgatá-lo em dinheiro ou transferi-lo para outro assinante Aeiou. Segundo a operadora, o crédito nunca expira.

A nova prestadora de telefonia celular vai disputar espaço em São Paulo com as operadoras Vivo, Tim, Claro e, a partir de outubro, com a Oi.
Histórico
O recebimento da autorização para a Unicel operar em São Paulo foi conturbado. Em fevereiro de 2007, a Unicel foi a única a fazer uma proposta, no valor de R$ 93,8 milhões, pelo direito de explorar o serviço celular na região metropolitana de São Paulo.


Porém, ao se recusar a depositar uma garantia de 10% do valor mínimo da outorga, como previa o edital, a empresa, que insistia em antecipar 1% do montante, baseada na Lei das Licitações, acabou desqualificada. Ela recorreu da decisão e recebeu do conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em 13 de junho, o aval à autorização para que passe a fornecer seus serviços.

O empresário José Roberto Melo da Silva tem 51% das ações da Unicel, que recebeu de investidores estrangeiros a primeira injeção de recursos. No começo deste ano, a Hits Telecom, dona da Qanawat, operadora móvel da Arábia Saudita que também tem empresas na África, entrou para o capital da empresa brasileira. O investidor ficou com 49% de suas ações por um valor não revelado.

Em 2007, a Gol chegou a negociar compra de parte da Unicel, mas o acerto fracassou. A empresa de aviação planejava ficar com 45% da operadora de telefonia móvel por um valor próximo de US$ 50 milhões, segundo fontes declararam à época.
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Resultado da Vale fica acima do esperado pelos analistas 07/08/2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008 0 comentários

Mesmo com a queda no preço do níquel, mineradora conseguiu manter sua margem de lucro.
A Vale do Rio Doce surpreendeu ao anunciar uma margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) acima da esperada pelo mercado. Mesmo com a forte queda no preço do níquel, decorrente da menor demanda do setor de aço inox, a companhia conseguiu manter sua margem de lucro em 57% no segundo trimestre deste ano, a mesma registrada entre abril e junho de 2007. Além disso, a mineradora elevou sua receita Ebitda em 2%, para 10,5 bilhões de reais.

Os números animaram os analistas por superarem os do mesmo período do ano passado, considerado o melhor trimestre operacional da Vale até então. Graças ao aumento nas vendas de minério de ferro, pelotas e cobre, e aos reajustes entre 65% e 87% praticados no período, a companhia não sofreu forte impacto em seu balanço.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as ações da Vale reagem com volatilidade à notícia. Pela manhã, os papéis oscilaram próximo à estabilidade e, às 15h40, as ações preferenciais (VALE5) subiam 1,74%, para 37,35 reais. Já as ações ordinárias (VALE3) eram negociadas a 42,87 reais, com valorização de 1,58%.

Para a corretora Brascan, o único ponto que conta contra a Vale é a tendência de continuidade na queda do preço do níquel. “Como grande parte do consumo deste metal está associada ao nível de atividade de países desenvolvidos, não esperamos um movimento de recuperação no médio prazo, uma vez que o cenário macroeconômico atual não sugere uma retomada de crescimento nos próximos meses”, diz a instituição. No entanto, a continuidade da forte demanda por minério de ferro pelos países emergentes deve manter em alta os ganhos da mineradora.

Passado o período de silêncio devido à oferta pública de ações, as corretoras voltam a recomendar a compra dos papéis da Vale. A Brascan estima um potencial de alta de 102% para as ações, prevendo a cotação das ações preferenciais a 74,09 reais em dezembro. Já a Socopa projeta valorização de 81,5%, com os papéis cotados a 65,40 reais em dezembro.
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Petrobras descobre óleo em novo poço na bacia de Santos 07/08/2008

A Petrobras comunicou hoje ao mercado a descoberta de uma nova acumulação de óleo leve na camada pré-sal da Bacia de Santos. Conforme a companhia, a descoberta se deu no bloco BM-S-11 e revelou uma jazida de óleo com densidade em torno de 30ºAPI.

O consórcio de exploração tem a participação da Petrobras (65%) da BG Group (25%) e da Galp Energia (10%). A nova jazida está localizada no poço batizado de Iara, em uma área exploratória menor do bloco original. Na área maior foi encontrada a acumulação chamada de Tupi, notificada em 11 de julho de 2006.

Localizado a cerca de 230 quilômetros do litoral da cidade do Rio de Janeiro, a nova reserva está em lâmina d'água de 2.230 metros. "O poço ainda encontra-se em perfuração, na busca de objetivos mais profundos", informa a Petrobras, acrescentando que a descoberta foi comprovada através de amostragem de óleo leve por teste a cabo, em reservatórios localizados em profundidade de cerca de 5.600

"Após a conclusão do poço, o Consórcio dará continuidade às atividades e investimentos necessários para a verificação das dimensões da jazida e das características dos reservatórios de petróleo através do encaminhamento de um Plano de Avaliação à ANP, conforme previsto no Contrato de Concessão."
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Carteira Sugerida de Ações_Agosto/2008

domingo, 3 de agosto de 2008 0 comentários

Bradesco PN – BBDC4
As ações dos bancos continuam sendo penalizadas pelo desempenho das ações de instituições financeiras nos EUA e Europa. No entanto, temos que lembrar que os bancos brasileiros não tiveram nenhuma exposição aos ativos leastreados em hipotecas norte-americanas. Além disso, na 1ª semana de Ago/08, os bancos começarão a divulgar seus resultados do 2T08. O do Bradesco sai dia 06/08 e esperamos um forte lucro baseado na manutenação de alta da carteira de crédito, melhor margem financeira de operações de tesouraria e manutenção das receitas de prestação de serviços. Também, acreditamos que com a queda acumulada das ações da instituição (10% no ano), o mercado já precificou o aumento de impostos (CSLL), já que os bancos vão compensar esse aumento com ativação de créditos tributários.

Unibanco Units – UBBR11
Recomendamos as ações do Unibanco pelos mesmos fatores macro abordados acima. As ações Units da instituição acumulam queda de 12% no ano até Jun/08 e devem se recuperar com resultado favorável do setor, baseado ainda na continuidade de elevação do crédito com queda de inadimplência apresentada até Jun/08, pelo Banco Central.

Cesp PNB – CESP6CESP -PNB
A empresa divulgará o resultado do 2T08 no dia 08/08/2008 e nossa expectativa é de que esse resultado seja melhor do que o do 1T08 quando a empresa contabilizou perdas decorrentes da compra de energia no mercado “Spot” em preços aviltados pelas condições de mercado. Além disso, o acreditamos que o mercado ainda não está precificando os bons fundamentos da empresa, que consiste na garantia de receita pelas vendas contratadas, nem da reestruturação do capital e das dívidas. Nosso preço alvo para as ações da empresa é de R$41,71 para as PNBs e R$33,53 para as ordinárias.

CPFL ON – CPFE3
As ações da CPFL apresentaram uma forte volatilidade no mês de julho/08 e encerraram o mês com uma ligeira valorização de 0,1% contra uma queda de 8,5% do Ibovespa. Acreditamos que o resultado do 2T08 não deverá apresentar surpresas, mas esperamos seja pouco melhor daquele apresentado no 1T08. Nossa expectativa é de que as ações continuem se valorizando e refletindo as boas perspectivas de boa performance operacional e financeira nos próximos períodos. Além disso, a empresa contínua sinalizando a estratégia em aumentar sua participação no segmento de geração, haja vista o cenário positivo para esse segmento do setor elétrico, aproveitando oportunidades de negócios. Também pretende manter sua boa política de distribuição de dividendos, que prevê em estatuto uma distribuição mínima obrigatória de 50% do lucro líquido, ajustado em bases semestrais.

Eletrobrás ON – ELET3
As ações ordinárias da Eletrobrás apresentaram uma boa performance no mês de julho/08 com uma valorização de 2,7% contra uma queda do Ibovespa de 8,5%. Consideramos ainda, essa valorização muito modesta já que a empresa vem confirmando sua estratégia de fortalecimento. Depois do anúncio da formação da diretoria para saneamento das distribuidoras federalizadas, a empresa anunciou o pedido de registro dos ADRs nível 2 na SEC, que poderá ter sua aprovação até o final do mês de agosto/08. Além disso, continua com importantes “drivers” para o curto e médio prazos tais como.: (i) divulgação de mais detalhes sobre a previsão de melhora no desempenho operacional e financeiro das distribuidoras controladas pela empresa, que proporcionará ganhos operacionais significativos; (ii) parecer da União sobre a proposta para o pagamento dos dividendos atrasados das ações ordinárias, que além de eliminar um passivo permitirá importante redução de custos financeiros; e (iii) alteração na lei que permitirá ao grupo um maior volume de investimentos e financiamentos. Também há perspectivas de crescimento da rentabilidade ao longo dos próximos trimestres. Não estamos esperando nenhuma surpresa de resultados para o 2T08, deverá ser semelhante ao do 1T08.

B2W ON - BTOW3
Mantemos nossa recomendação para as ações da cia, que possui bons fundamentos e ainda deve extrair sinergias com a fusão da Americanas.com e Submarino. O ambiente macroeconômico está relativamente favorável, que apesar da tendência de alta nos juros, que inibe as vendas a prazo, os níveis de desemprego estão estáveis refletindo direta e positivamente na confiança do consumidor, o que se resume em vendas melhores. No ano, suas ações apresentam variação negativa de 16,73% contra uma queda de 6,86% do índice Bovespa.

JBS ON - JBSS3
A JBS apresentou um desempenho operacional consolidado mais forte no 2T08, com um resultado mais fraco em suas operações no Brasil por conta do alto custo do gado, mas que foi mais que compensado pela melhora operacional atingida pela JBS USA, que apresentou uma margem Ebitda de 5,1%, ante 0% no 1T08. Essa melhora ainda não reflete a volta da importação de carne bovina pela Coréia do Sul, que deve causar impacto positivo no desempenho do 3T08, compensando o resultado mais fraco previsto para o Brasil.

CSN ON - CSNA3SID NACIONAL-ON
Mantemos a recomendação das ações da cia por entendermos que a forte desvalorização ocorrida no mês anterior foi decorrente da turbulência do mercado acionário e não relacionado aos bons fundamentos da empresa. Visualizamos que, mesmo com a ampliação da taxa de juros no país, ainda assim a demanda de aço pela indústria automobilística e linha branca deve se manter em patamar elevado. Por outro lado, a empresa tem meta de elevar os preços de seus produtos, justificado pela alta de insumos de produção (minério de ferro, carvão e frete), o que acabará se transformando em aumento de margens. A CSN supre necessidade de minério através de produção própria (mina de Casa de Pedra) e, portanto, deverá registrar melhora de margens em comparação com a concorrente Usiminas.

Gerdau PN – GGBR4
O cenário de crescimento da indústria de construção civil nos países da América do Sul, com destaque para o Brasil, tende a gerar grande demanda para seus produtos. Por outro lado, a sua exposição nos EUA, não deve ser encarada como negativa, já que atualmente o Grupo é o segundo maior em aços longos e seus principais clientes são o Governo (Infra-Estrutura) e alguns ramos da indústria, que continuam operando com bom nível de pedidos. Vale lembrar que o mercado de habitação sofre uma crise momentânea com a desaceleração econômica naquele país, mas que não afeta fortemente a empresa, já que o conceito de construção de casas não está focado no uso intenso de alvenaria. No ano passado, o Grupo Gerdau comprou a Chaparral, uma grande usina de aços longos e especiais nos EUA, que acabou ampliando fortemente seu endividamento, com reflexos negativos no resultado financeiro dos últimos trimestres, mas que já se encontra praticamente normalizado com a recente colocação de ações que efetuou no mercado. Sendo assim, aguardamos que a empresa venha a apresentar resultados mais expressivos no 2T08, com redução das despesas financeiras.

Petrobrás PN – PETR4
A cia teve forte desvalorização no mês de julho, acompanhando a queda das cotações do petróleo e a forte saída do investidor estrangeiro da Bolsa. O petróleo continua volátil e sensível a questões geopolíticas. A produção nigeriana é freqüentemente ameaçada por possíveis ataques às suas instalações, causando incertezas em relação à oferta. Além disso, existem conflitos entre Iraque e Irã, o que fortalece tais incertezas. Outro ponto que está pesando sob suas ações é a possibilidade do governo criar uma empresa 100% estatal para administrar o pré-sal. Apesar dos pontos citados acima, neste mês a cia divulga seu resultado, devendo apresentar bom desempenho e crescimento de lucro.

Bradespar PN – BRAP4
Estamos incluindo as ações PN da Bradespar em nossa carteira recomendada para o mês corrente por entendermos que a forte desvalorização ocorrida no preço de suas ações durante o mês passado não esta atrelado aos seus fundamentos, mas sim a turbulência do mercado acionário internacional. Acreditamos que tão logo as notícias negativas no front externo sejam amenizadas, o preço de suas ações deva sofrer uma correção ou digamos, um ajuste técnico corrigindo este comportamento baixista.

Embraer ON – EMBR3
A cia apresentou uma melhora importante no seu resultado do 2T08, anunciado em 31/07/08. Conforme já havia sido anunciado, as entregas de aeronaves totalizaram 52 no 2T08, com crescimento de 16 unidades em relação a igual período de 2007. Com isso, a cia pôde se beneficiar de uma melhoria operacional, representada pela aproximação do prazo de entregas em relação à montagem. Assim, mesmo com a valorizção de 16% no câmbio nos 12 meses anteriores a Jun/08, a Embraer obteve um crescimento de 2,9pp na margem EBITDA para 6,5%.

FONTE: SLW
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