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Monsanto compra a holandesa De Ruiter Seeds

segunda-feira, 31 de março de 2008 0 comentários

SÃO PAULO, 31 de março de 2008 - O grupo Monsanto anunciou nesta segunda-feira um acordo para adquirir a produtora holandesa de sementes de legumes De Ruiter Seeds por ? 546 milhões em efetivo, o que representa US$ 800 milhões, excluídas as dívidas.

Com esta compra deve aumentar o lucro por ação da Monsanto, assim como seu fluxo de caixa e seu volume de negócios no segundo ano depois da aquisição.

A Monsanto indicou que com esta aquisição espera elevar o volume de negócios da Seminis, sua divisão de sementes, para US$ 1 bilhão até 2012.

As informações são da AFP.
(Redação - InvestNews)

Lucro da TAM teve queda de quase 80% em 2007

Empresa fechou o ano passado com resultado positivo de R$ 128,8 milhões.Custos com ampliação de operações influenciaram o resultado, diz companhia.

A TAM anunciou nesta segunda-feira (31) que registrou queda de 63,5% em seu lucro líquido no quarto trimestre do ano passado em relação a igual período de 2006. A retração, para R$ 49,8 milhões, foi causada principalmente pelo aumento de 28,5% nos custos da companhia no período, que chegaram a R$ 2,2 bilhões. No ano fechado, o lucro líquido caiu 78,9%, para R$ 128,8 milhões

A receita operacional bruta da companhia, entretanto, registrou alta de 15,9% entre outubro e dezembro de 2007, em relação ao último trimestre de 2006, alcançando a marca de R$ 2,36 bilhões. Apenas as receitas de vôo aumentaram 11,6%, para R$ 2,1 bilhões. Em 2007 todo, a receita operacional cresceu 10,1%, para R$ 8,47 bilhões. Apenas com vôos, o faturamento aumentou 7,7%, para R$ 7,74 bilhões.

Aumento de operações
Segundo a TAM, a maior alta em custos no quarto trimestre se deu nas despesas gerais e administrativas. A elevação de 72,2% (para R$ 194,2 milhões) ocorreu por conta do aumento no número de trabalhadores, contratados para sustentar os planos de crescimento da empresa.

O gasto com pessoal foi, também por conta da expansão, o que registrou a segunda maior expansão no trimestre na empresa: 46,8%, para R$ 397 milhões. Em relação ao mesmo período de 2006, a força de trabalho da companhia cresceu em 55,1%, para 20,46 mil funcionários, fruto da incorporação de bases de terceirizadas durante o ano passado.

A conta de combustíveis, maior gasto nominal da empresa cresceu 21,5% entre os últimos trimestres de 2006 e 2007, chegando a R$ 669 milhões. Segundo a TAM, isso é reflexo da elevação de 23,9% no volume consumido por conta do aumento das operações.
Fonte: G1

'Varig antiga' faz vôo inaugural do Rio a Salvador

Flex é a parte da Varig que herdou uma dívida de R$ 7 bilhões.Processo de recuperação judicial se encerra em 17 de julho.

Foram quase três anos de espera. Até realizar seu vôo inaugural no sábado, do Rio a Salvador, a antiga Varig - rebatizada como Flex - passou por diferentes fases desde que se tornou a primeira empresa brasileira a pedir proteção judicial para se reestruturar, em junho de 2005.

A companhia, parte da Varig que herdou uma dívida de R$ 7 bilhões, precisa ainda de R$ 80 milhões cobrados judicialmente para poder consolidar sua recuperação e efetivar sua autorização como concessionária de vôos regulares.

“No dia 17 de julho, será encerrado o processo de recuperação judicial. A partir daí, você não tem mais a proteção da lei e não tem mais o monitoramento do juiz da 1ª Vara Empresarial”, afirmou o piloto do vôo inaugural, Miguel Dau, gestor judicial da companhia.

Esta segunda-feira será o último dia de Dau nessa função, pois ele vai assumir a vice-presidência de Operações da mais nova companhia aérea brasileira, ainda sem nome, mas já com US$ 150 milhões levantados por David Neeleman, fundador da JetBlue.
O vôo
Cerca de 80 pessoas participaram do vôo número um, prefixo FFX 9966, da Flex. O check-in foi feito em três posições de balcão do Aeroporto Santos Dumont, no Rio, ao lado do atendimento da Varig.
O ministro da Previdência, Luiz Marinho, e o diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) brigadeiro Allemander Pereira Filho estavam presentes. Após o fim da recuperação judicial da empresa, ela será controlada por um conselho que terá representantes dos seus credores, com a participação da Fundação Ruben Berta (FRB), dona de 87% do capital da companhia.
Fonte: G1

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Petrobras confirma ter feito proposta pela Esso

Estatal estaria em parceria com a distribuidora AleSat para a aquisição da empresa.Negócios da Esso na América do Sul estariam avaliados em torno de US$ 800 milhões.

O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foi evasivo ao responder nesta segunda-feira (31) perguntas sobre a negociação para a compra da área de distribuição da Esso no Brasil. "Só posso dizer que houve uma proposta. Mas o tempo é do vendedor. Não tem prazo para a divulgação do resultado. Caberá a decisão ao vendedor", disse, em entrevista coletiva à imprensa, após a cerimônia de inauguração das obras de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Diante da insistência dos repórteres em saber se a Petrobras havia feito a proposta sozinha ou em parceria, e ainda se estava interessada em toda a rede de distribuição na América do Sul ou apenas fora do Brasil, ele respondeu por pelo menos três vezes com a mesma frase: "A Petrobras fez proposta".

Os rumores do mercado indicam que a estatal estaria em parceria com a distribuidora AleSat para a aquisição da Esso. Segundo fontes do mercado, a Petrobras ficaria com os postos da Esso fora do Brasil e a distribuidora teria o mercado interno. Ainda de acordo com as mesmas fontes, o Grupo Ultra, que estaria interessado em participar dessa parceria, foi excluído do negócio e apresentou proposta sozinho. Os negócios da Esso na América do Sul estão avaliados, segundo o mercado, em torno de US$ 800 milhões.


Fonte: G1

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Bovespa e BM&F anunciam fusão

terça-feira, 25 de março de 2008 0 comentários

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) anunciam hoje a fusão de suas operações.
A empresa resultante do negócio será provisoriamente chamada de Nova Bolsa.

A reorganização societária já foi definida. Os acionistas tanto da Bovespa quanto da BM&F receberão uma ação da Nova Bolsa para cada papel que detêm das companhias hoje. Por exemplo: quem possui 100 ações da BM&F terá 100 papéis da Nova Bolsa.

O mesmo vale para os acionistas da Bovespa, com uma diferença. Como o valor de mercado atual da Bovespa supera o da BM&F, os acionistas da bolsa paulista receberão um adicional, em dinheiro, de R$ 1,24 bilhão. O valor será rateado conforme a quantidade de ações possuídas pelos investidores.

Fonte: Último segundo

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Sem interessados, fracassa o leilão da Cesp; ação despenca 16%

SÃO PAULO - Nenhum grupo apresentou garantias para o leilão de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que estava marcado para amanhã na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), segundo a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CLBC). Para participar do leilão, as companhias tinham até as 12 horas de hoje para apresentar suas garantias na CBLC.

Esta seria a terceira tentativa de venda da empresa. A Cesp é responsável por 60% da energia gerada no Estado de São Paulo e é a terceira maior do país. A empresa possui seis usinas hidrelétricas nos Rios Paraná, Tietê, Paraíba do Sul, Paraibuna e Jaguari.


As empresas pré-qualificadas eram: CPFL Energia ; Neoenergia, que tem a espanhola Iberdrola como sócia ; Energias do Brasil, ligada à portuguesa EDP ; Tractebel Energia, que faz parte da francesa Suez Energy International ; e a Alcoa Alumínio.


O maior problema da privatização era a incerteza quanto à renovação das concessões das usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que representam 67% da capacidade geradora da estatal. Essas concessões expiram em 2015 e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, não se comprometeu com uma nova renovação.

Serra
O governador de São Paulo, José Serra, confirmou no início da tarde de hoje o cancelamento do leilão da Cesp porque os interessados não apresentaram garantias mínimas.


Para o governador, a crise nos mercados internacionais, que atingiu particularmente companhias financeiras, prejudicou a obtenção de crédito pelas empresas que pretendiam participar do leilão.
"O pessoal queria um valor menor, mas nós não vendemos na bacia das almas", disse o governador a jornalistas sobre a negativa do governo estadual em reduzir o valor estipulado para vender a fatia de controle na empresa, estimado em R$ 6,6 bilhões.


Serra argumentou que o governo "não cedeu às empresas e não diminuiu o preço da companhia". E destacou: "Mantivemos o patrimônio da Cesp". Com o cancelamento do leilão, o governo de São Paulo vai estudar alternativas para a questão.


Ações
As ações preferenciais da classe B (PNB) da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) desabaram mais de 16% no início desta tarde e respondiam pelo segundo maior giro financeiro do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), movimentando R$ 239,5 milhões até as 13h10. Às 13h17, Cesp PNB caía 15,96% a R$ 32,60. Na mínima até este horário, o papel foi cotado a R$ 32,30 (queda de 16,73%).


Contrários
Várias organizações eram contrárias ao leilão, como o PSOL, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Ontem, ativistas do MST e do MAB protestaram na Usina Hidrelétrica Sérgio Mota, em Porto Primavera, região do Pontal do Paranapanema, no extremo Oeste do Estado paulista.


Especialistas contratados pela CUT avaliaram a Cesp em R$ 21 bilhões, acima, portanto, do valor calculado pelo banco Citibank para a companhia, de aproximadamente R$ 15 bilhões, e acima do valor mínimo estipulado pelo governo do Estado.

Fonte: Ùltimo Segundo com informações da Agência Estado, do Valor Online e da Reuters.

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Uma ponte com o México

segunda-feira, 24 de março de 2008 0 comentários

Encontro empresarial traz ao Brasil os magnatas da segunda maior economia latina e abre grandes oportunidades bilaterais.

Uma das características da economia mexicana é a de concentrar um grande número de bilionários responsáveis, cada um, por setores essenciais do país. Ao brasileiro comum, o empresário Carlos Slim é o mais conhecido, dono de um império centrado na telefonia. A partir da quinta-feira 27, ele terá de conviver com um conterrâneo pelas bandas de cá. Trata-se do também magnata Ricardo Salinas, dono de uma fortuna de US$ 4,6 bilhões vinda de empresas de comunicação, varejo e do Banco Azteca, responsável por US$ 23 bilhões em transferências dos Estados Unidos para o México. Salinas desembarca no Brasil para fincar sua bandeira justamente no setor no qual construiu sua riqueza. É no Recife, em Pernambuco, que o mexicano vai inaugurar sua primeira agência bancária no País, voltada ao crédito popular. A decisão foi tomada para atender a um pedido pessoal do presidente Lula, feito num encontro entre os dois, em julho do ano passado, quando Salinas comunicou a intenção de aportar US$ 25 milhões na empreitada. “O Brasil sempre fez parte dos planos de nossa empresa, assim como dos de qualquer outra grande companhia mexicana”, afirma Luiz Niño, vice-presidente do conselho do Banco Azteca. De fato, o interesse pode ser ilustrado pela comitiva de 150 empresários que desembarcam na capital pernambucana no mesmo dia que Salinas. Eles vêm participar do Fórum Brasil- México, o maior evento de negócios já realizado entre os dois países.

Promovido pela Brasilinvest e pela Experience Media, o Fórum deverá reunir mais de 300 empresários numa tentativa de alavancar o comércio – e os investimentos – entre Brasil e México. “Vamos aproveitar o clima do Nordeste para montar uma agenda informal”, explica Pierre Schürmann, da Experience Media. “Nessas horas, muitos bons negócios são encaminhados.” É algo que realmente se espera. Os números são bons, mas ainda aquém do que o relacionamento entre os dois países poderia ser. No ano passado, a corrente de comércio alcançou os US$ 6,2 bilhões, com um saldo para o Brasil de US$ 2,2 bilhões. Os investimentos têm mão inversa. Já somam US$ 16 bilhões o que os mexicanos depositaram por aqui, enquanto temos apenas US$ 3 bilhões investidos lá. E eles são concentrados em empresas como Gerdau e Marcopolo. “É uma pena que ainda não tenham percebido que o México é nossa entrada para o mercado americano”, afirma Mario Garnero, presidente da Brasilinvest. “Se temos uma ferramenta à disposição, ampliada pelo Nafta, temos de aproveitá-la.” Além de integrar oNafta, o país tem acordos comerciais com outras 44 nações. Com o Brasil, há dois acordos de complementação econômica, que os industriais brasileiros consideram insuficientes para incrementar os negócios.

“Temos de ampliar a lista de produtos”, clama Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria, citando que, hoje, são contabilizados 2,6 mil produtos isentos de alíquota de importação.

REUNIÃO NO NORDESTE: Garnero (esq.) e Schürmann (dir.) dividem organização do Fórum Brasil-México, o maior evento de negócios realizado entre os dois países
Fonte: Istoé

Crédito:BB libera R$ 1 bi à compra de insumos para safra

domingo, 23 de março de 2008 0 comentários

O Banco do Brasil confirmou que suas agências estão autorizadas a aplicar até R$ 1 bilhão no financiamento da compra antecipada de insumos para a safra 2008/09 de soja e milho. O banco informou que os recursos estão disponíveis no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás e Bahia.

A superintendência do BB no Rio Grande do Sul estimou que R$ 200 milhões deverão ser aplicados no Estado. As operações de custeio antecipado poderão ser atendidas com recursos do depósito à vista, com juros de 6,75% ao ano, observados os tetos permitidos de R$ 300 mil para soja e R$ 400 mil para milho. Para os orçamentos que superem o teto relativo aos recursos controlados, poderão ser utilizadas verbas da poupança rural, com taxa prefixada entre 8,5% a 12,5% ao ano.
Fonte: A tarde online

O que será da Gradiente

Dívidas, demissões, venda de ativos, fábricas paradas. A empresa vive sua mais aguda crise, mas tem algumas fichas extras para apostar [matéria da Istoé na íntegra aqui]

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Coca-Cola investirá R$ 1,5 bilhão no Brasil em 2008

23/03/2008
Recursos serão destinados para ampliação de fábricas e novas linhas de produção e marketing.Em 2007, foram investidos R$ 1,3 bilhão.
A Coca-Cola Brasil deve investir R$ 1,5 bilhão em 2008. Os recursos serão destinados para ampliação de fábricas e novas linhas de produção e marketing, adiantou o diretor de Comunicação da companhia, Marco Simões, em palestra realizada em Porto Alegre, durante a Feira da Sustentabilidade, promovida pela Camara Americana do Comércio de Porto Alegre.

"Queremos aproveitar o ótimo momento que o país vive como fizemos no ano passado", ressaltou o executivo da Coca Cola, salientando que o investimento da corporação no Brasil em 2008 será três vezes superior ao realizado há seis anos.

Ele contou que em 2007, a expectativa inicial era aplicar R$ 1 bilhão, mas ao longo do ano novos recursos foram aportados, totalizando R$ 1,3 bilhão voltado para o aumento da produção. "Acreditamos que existe uma oportunidade fantástica no Brasil", acrescentou Simões em entrevista ao site da Amcham.

Segundo ele, o investimento de 2008 servirá para consolidar uma estratégia planejada há tempos pela companhia de ampliar a produção. A meta é criar produtos e embalagens inovadores que atendam à demanda dos consumidores. No começo da década, a bebida Coca-Cola era vendida em apenas três embalagens. Hoje, é oferecida em mais de 20.

O executivo garantiu que a melhora da distribuição de renda no país também é levada em conta pela companhia em suas decisões. "Obviamente, as classes A e B já consomem o total de refrigerantes, águas e sucos que deveriam, mas as classes C e D começam a entrar nesse segmento agora, ampliando suas compras", salientou o executivo da Coca Cola

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Com medo de inflação, governo estuda restringir crédito

Estimulado por medidas do governo, consumo de famílias vem crescendo há quatro anos. Restrições devem começar por financiamentos; carros devem se limitar a 36 meses.

O governo teme que o consumo em alta provoque aumento da taxa de inflação e por isso estuda medidas para restringir o crédito.

O sinal de alerta veio do aumento do consumo das famílias. Ele vem crescendo há quatro anos, estimulado por medidas adotadas pelo governo. Nos últimos meses, acelerou, principalmente por causa do crédito fácil. O aumento do consumo das famílias é bom, a economia cresce, as empresas investem e criam mais empregos. Mas há um risco: se o consumo aumentar rápido demais, as indústrias podem não dar conta de atender a todos os pedidos e isso pode levar a uma alta de preços - o que pode trazer de volta o fantasma da inflação.

“Quando você tem um excesso de consumo, certamente que em um determinado momento isso vai impactar de uma tal forma que vai começar produzir inflação na economia. E isso acaba não sendo benefício para a sociedade”, diz o professor de finanças públicas da UnB, José Matias Pereira.

Banco Central já trabalha com essa possibilidade. Na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o BC avisou que pode aumentar os juros. Mas, para não interromper o ritmo de crescimento da economia, o Ministério da Fazenda estuda medidas para segurar o consumo.

A restrição deve começar pelo financiamento de automóveis. As prestações devem ser limitadas em 36 meses.

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Bolsas perdem US$ 2 trilhões no ano

Perdas poderão ser elevadas caso novas instituições entrem em colapso.Bolsa de Nova York apresentou a perda mais expressiva no valor de mercado.

O nervosismo dos investidores com a crise norte-americana já provocou queda de US$ 2 trilhões nas bolsas de valores dos Estados Unidos e da América Latina neste ano. Mesmo assim, ninguém arrisca dizer que o mercado chegou ao fundo do poço.

Pelo contrário. As perdas poderão facilmente ser elevadas caso novas instituições, a exemplo do que ocorreu com o Bear Stearns, na semana passada, entrem em colapso e ponham em risco todo o sistema bancário americano.

Até agora, calcula-se que a baixa contábil dos bancos por causa do mercado de hipotecas de alto risco (subprime) tenha atingido US$ 200 bilhões. O problema é que não se sabe o tamanho da exposição das instituições financeiras, já que o mercado de ativos lastreados em hipotecas pode chegar a US$ 6 trilhões, afirmam analistas.

Com a deterioração do Bear Stearns, a imprevisibilidade de um desfecho da crise financeira americana aumentou ainda mais. O cenário obscuro tem alimentado a frenética movimentação dos investidores, que pulam de aplicação em aplicação para tentar encontrar um porto seguro, que lhes garantam prejuízos menores.

É esse comportamento que tem norteado os negócios nos últimos meses, especialmente na semana passada, o que provocou um efeito gangorra nas bolsas, com um intenso sobe-e-desce dos índices acionários. Segundo dados da empresa de informação financeira Economática, em 31 de dezembro do ano passado, o valor das empresas negociadas nas bolsas dos Estados Unidos e da América Latina estava em US$ 18,12 trilhões.

Na quarta-feira, durante a histeria dos mercado por causa da queda no preço das commodities, o preço havia caído para US$ 16,09 trilhões. Por ser maior e deter um número grande de companhias, a Bolsa de Nova York foi a que apresentou perda mais expressiva no valor de mercado: US$ 1,95 trilhão.

Em seguida, aparece o Brasil, com recuo de US$ 91,31 bilhões; México, US$ 2,81 bilhões; e Argentina, US$ 1,26 bilhão. Chile, Peru e Colômbia conseguiram elevar o valor de mercado das empresas negociadas na bolsa, apesar da crise. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo"

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Perda de suporte pode levar ações da Vale a patamares abaixo de R$ 40,00

sábado, 22 de março de 2008 0 comentários

SÃO PAULO - A fragilidade da economia norte-americana junto à derrocada nos preços internacionais das commodities traz, novamente, um pregão difícil para as ações preferenciais classe A da Vale (VALE5), uma das principais blue chips da bolsa brasileira.

Com o fraco desempenho dos últimos dias, os principais indicadores técnicos do papel se deterioraram, chamando a atenção do investidor. A força vendedora prevalece e deixa o ativo em ponto de teste de importantes suportes na região dos R$ 44,00, faixa esta que, uma vez perdida, pode dar fôlego adicional ao movimento declinante e levar a ação a cotações abaixo dos R$ 40,00.

Testando suportes na próxima semana
Como avalia Rubens Góes, da Ativa Corretora, o ativo mostra indícios de início de rali de venda. Abaixo dos R$ 44,00, o papel da mineradora enfrenta próximo suporte na região de R$ 43,30, que, uma vez perdida, abre caminho para novos testes em R$ 42,75 e R$ 41,70.

Contudo, na leitura do analista gráfico da Ativa, o suporte mais forte que as ações da Vale enfrentariam está na casa de R$ 40,00, ponto que justifica compras especulativas, porém, pede stop loss logo abaixo.

Uma vez que o papel, há um bom tempo, perdeu o importante suporte na região de R$ 47,30, o próximo ponto a ser testado, na opinião do grafista Gustavo Lobo, está em R$ 43,50, última barreira antes da busca de um suporte mais forte, na faixa de R$ 41,00/R$ 41,30.

Tal região de preços, na avaliação de Lobo, deve ser testada já na próxima semana. "A realidade é que, com a queda nos preços das commodities, os ativos atrelados a estes produtos irão sentir o impacto", diz o especialista.

Sem grandes perspectivas de alta
A "carona" que os papéis da empresa pegaram na forte queda das commodities metálicas no mercado internacional, passando por estrondosa baixa, também foi destacada pela equipe da Focques Analistas Técnicos.

A perda dos R$ 46,05 deixou a ação em tendência para baixa total, com interessante suporte na faixa de R$ 44,26. A perda desta, na interpretação da Focques, acelera o processo corretivo, encontrando objetivo primário em R$ 42,75, com próximos suportes em R$ 41,66 e R$ 39,91/R$ 39,95.

Contudo, mesmo com a tendência de baixa em curto e médio prazo, os analistas da Focques não descartam movimentos de repique, com teste nos R$ 46,05. Superando tal patamar, pode-se pensar em uma melhora de cenário, que traria então reversão da tendência para alta em curto prazo na ruptura da região de R$ 47,30.

Góes, da Ativa Corretora, também enxerga importante ponto em R$ 46,00/R$ 46,10, cuja passagem traria repique em busca de R$ 46,80, R$ 47,70 e R$ 48,20. Mais cauteloso, Gustavo Lobo avalia que, no momento, as ações da Vale estão distantes de ultrapassar a faixa dos R$ 44,60, que sinalizaria uma reversão para alta. A correlação das cotações com os preços das commodities metálicas é forte, e o conselho de Lobo é que o investidor acompanhe atentamente o caminhar das matérias-primas nas próximas sessões.

Fonte: Infomoney



Uma Páscoa de fartura para os brasileiros

sexta-feira, 21 de março de 2008 0 comentários

Pesquisa revela que média é de três ovos por pessoa

O brasileiro, quarto maior consumidor de chocolate do mundo, promete fazer justiça à sua posição na Páscoa deste ano. Dados de uma pesquisa divulgada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revelam que 56% dos consumidores brasileiros pretendem comprar ovos de chocolate para celebrar a festa. Segundo o estudo, encomendado à Ipsos Public Affairs, a média de consumo é de três unidades por pessoa.
Os jovens são os que mais compram. Dos pesquisados com idade entre 16 e 24 anos, 69% disseram que vão comprar ovos para esta Páscoa.

No levantamento por regiões, a campeã de consumo é o Sul, com 66% de repostas positivas. Em seguida, estão as regiões Norte e Centro-Oeste (59%) e Sudeste (53%). Os nordestinos deverão consumir menos chocolate. Apenas 51% dos entrevistados pretendem comprar ovos.

A dona de casa Fernanda Cizotto é um retrato desse consumidor que colabora para engordar o faturamento da indústria do chocolate nesta época do ano. Desde o início da semana passada, quando começou a fazer as compras para a Páscoa, ela já levou mais de 30 unidades. São presentes para familiares, amigos e até professores de sua filha, Esther, de 10 anos. “Depois desses (os ovos que leva não mão), não vou comprar mais”, diz. “Já é o suficiente.”

Na outra ponta dessa cadeira estão os fabricantes de ovos, que andam trabalhando dobrado. A aposentada Sandra Fernandes deixou de aceitar encomendas uma semana antes da Páscoa. Ela vende chocolates durante todo o ano, mas o pico de produção ocorre semanas antes do feriado. Neste período, seu faturamento mais que dobra. E o trabalho também. Ainda que os preços dos ovos de Páscoa estejam mais altos neste ano (aumento de 7,3%, segundo pesquisa do Procon), Sandra diz que continua recebendo cada vez mais encomendas.


O principal motivo, explica, é que o ovo caseiro tem um diferencial: a possibilidade de oferecer ao cliente produtos feitos sob medida. “Tem gente que quer cada metade de um jeito, e aqui eu consigo fazer.” Para a Páscoa, a indústria de chocolate espera vender 100 milhões de ovos, o equivalente a 22,9 mil toneladas de chocolate. Em cifras, essas vendas correspondem a um faturamento de R$ 767 milhões.
Fonte: Estadão

Os preços das commodities e o Brasil

Se a queda dos preços das commodities se prolongar e se acentuar, haverá, sem dúvida, conseqüências para o desempenho da economia brasileira. Mas há que analisar com muito cuidado quais podem ser as conseqüências negativas e também as positivas.

É preciso, antes de tudo, analisar os fatores que contribuíram para um aumento que alguns analistas consideram excessivo. O principal foi, sem dúvida, a queda do dólar em relação a outras moedas-chave, como, por exemplo, o euro. No mercado internacional, as commodities têm seus preços fixados na moeda norte-americana - na medida em que esta se desvaloriza, os vendedores procuram manter o poder aquisitivo das commodities que exportam aumentando seus preços. Paralelamente, registrou-se um forte aumento da demanda por commodities com a entrada, no mercado mundial, de dois países de grande população com poder aquisitivo em elevação: a China e a Índia. Ora, no momento deste aumento explosivo da demanda, registrou-se redução da oferta, seja em razão de condições climáticas (com o trigo, por exemplo), seja pelo desvio da produção para outras finalidades (caso do milho americano para a produção de etanol), seja, finalmente, pelo aumento do custo de produção (combustíveis mais caros).

Dos fatores que estão impulsionando a alta de preços, só as condições climáticas podem mudar, e uma redução da demanda pode aparecer por causa da crise nos EUA e das suas conseqüências em outros países, mas será limitada. Isto é muito positivo para o Brasil onde, no ano passado, as exportações de produtos básicos (nem todos são commodities) representaram 32% do total de exportações.

Mas a queda dos preços das commodities, caso se prolongue muito, afetaria a nossa balança comercial que já apresenta forte retração. Por enquanto, essas quedas de preços no mercado internacional ocorrem nas cotações de mercado futuro e, na grande maioria dos casos, as vendas estão vinculadas a contratos de longo prazo, cujo preço está travado (exemplo, o minério de ferro).

O aumento dos preços das commodities desencadeou pressões inflacionárias, inclusive no Brasil. O recuo dos preços terá efeito contrário e poderá afastar medidas monetárias que seriam altamente negativas. Se o dólar voltar a se recuperar, isso teria conseqüências positivas para o Brasil, reduzindo as operações especulativas, embora as importações fiquem mais caras.

Fonte: Estadão

Brasil tira nota 8 em resistência a crise, diz Goldman Sachs

quinta-feira, 20 de março de 2008 0 comentários

20/03/2008
Em entrevista a EXAME, Jim O'Neill, que criou o termo BRIC e chefia a área de pesquisas globais do banco, a crise será um teste para empresas brasileiras

Por Peri de Castro Até o momento o Brasil passaria com uma nota 8 pelo teste de resistência à crise americana, na opinião do chefe do Departamento de Pesquisas Econômicas Globais do banco Goldman Sachs, o britânico Jim O’Neill.

Rotulado de “estrela do rock” por uma das mais prestigiadas revistas de negócios do mundo, a Business Week, por causa de sua capacidade de atrair milhares de espectadores às suas apresentações sobre economia internacional, O’Neill também é conhecido como pai do termo BRIC, sigla formada pelas iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China e usada para designar os quatro países emergentes mais relevantes no cenário global.

Nesta entrevista ao Portal EXAME, ele afirma que os BRICs, como um todo, não estão imunes à crise, mas aponta que no caso brasileiro a crise pelo menos servirá de teste quanto à força do mercado doméstico.
Acompanhe mais [aqui]

O executivo mais verde do mundo

20/03/2008 A saga de Jeffrey Immelt, o presidente mundial da GE, para levar adiante a mais arrojada estratégia de lançamentos de produtos sustentáveis da atualidade.

Por Cristiane Mano
A mais recente e significativa mudança estratégica da centenária General Electric, um colosso com faturamento de 172 bilhões de dólares no ano passado, teve início numa reunião com seus 40 principais executivos, em dezembro de 2004. No encontro, o presidente mundial da GE, Jeffrey Immelt, determinou que todas as áreas da empresa -- da fabricação de turbinas aos serviços financeiros -- deveriam se engajar na criação de produtos ambientalmente corretos. Segundo Immelt, apenas 20% dos executivos presentes na reunião acharam aquela uma boa idéia. Os demais ficaram, segundo sua própria descrição, com uma expressão que poderia ser traduzida como "você não pode estar falando sério". Mesmo sem o apoio inicial da maioria, Immelt seguiu em frente e construiu uma das marcas mais visíveis de sua gestão desde que assumiu a presidência da GE, no lugar do lendário Jack Welch, em setembro de 2001. A convicção de que aquele era o caminho certo a ser seguido parte do mesmo princípio que norteou a companhia em mais de um século de história: a busca pelo lucro. O pragmatismo de Immelt é resumido no lema "Green is green", que faz uma relação de causa e efeito direta entre produtos sustentáveis e dólares. "Não acho que as empresas devam ter hobbies. Nossa estratégia visa atender a uma demanda crescente dos clientes e vamos colocar a empresa à frente desse processo", disse Immelt, em entrevista exclusiva a EXAME.

Passados pouco mais de três anos, Immelt está à frente da mais arrojada estratégia de lançamento de produtos verdes do mundo. A lista de equipamentos e serviços que fazem parte do programa verde da empresa, batizado de Ecomagination, passou de 17 para 60. Eles vão de turbinas que emitem menos gases de efeito estufa a sistemas de automação para casas que visam reduzir o consumo de água e energia. As vendas somaram 14 bilhões de dólares em 2007, equivalente a quase 10% das vendas globais da GE e valor semelhante ao faturamento total de empresas como Google e Avon nos Estados Unidos (veja quadro ao lado). Os negócios verdes geraram um lucro de cerca de 1 bilhão de dólares -- de um total de 27 bilhões no ano passado. Mas, segundo estimativas da própria GE, o faturamento do Ecomagination cresce três vezes mais rápido que a média de todos os produtos da companhia e deverá quase dobrar para 25 bilhões de dólares em 2010. Mesmo não sendo pioneiro de um movimento cada vez menos excêntrico (e quase mandatário para grandes companhias), Immelt construiu um império de produtos verdes que supera o de algumas das companhias que partiram para esse caminho há mais tempo, como a indústria química americana DuPont, que começou a desenvolver seus produtos verdes há mais de uma década. Atualmente, a DuPont investe 130 milhões de dólares por ano -- 10% de seu orçamento de pesquisa -- na substituição de matérias-primas de origem fóssil por insumos de origem vegetal. As vendas desses produtos considerados "limpos", como um náilon feito de milho, chegaram a 5 bilhões de dólares de um faturamento de 29 bilhões no ano passado. (Chad Holliday, presidente mundial da DuPont, deu conselhos a Immelt antes de o presidente da GE iniciar sua estratégia verde.)
Fonte: Exame

Bolsa perde 5,01% e tem 2ª maior queda do ano; dólar sobe a R$ 1,721

quarta-feira, 19 de março de 2008 0 comentários

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em forte queda de 5,01%, nesta quarta-feira, aos 58.827 pontos. Foi a segunda maior queda porcentual de 2008 -atrás apenas dos 6,6% de 21 de janeiro.

As perdas do dia foram influenciadas pelo recuo expressivo dos papéis da Petrobras, Vale e de siderúrgicas, que exercem forte peso no índice. O movimento de baixa das ações acompanhou a forte desvalorização dos preços internacionais das commodities, após o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) ter manifestado na última terça-feira (18) estar preocupado com pressões inflacionárias nos Estados Unidos.

As ações preferenciais da Petrobras, as de maior peso na carteira teórica, caíram 7,4 por cento. Os papéis preferenciais da Vale, vice-líderes em peso no Ibovespa, perderam por 7,21 cento.

O dólar comercial avançou 1,77%, para R$ 1,721. Na véspera, o corte dos juros nos Estados Unidos e o alívio com o lucro de alguns bancos importantes de Wall Street permitiram que a moeda desabasse 1,9%.

Para o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, as perdas registradas nesta quarta-feira foram "reflexo da expectativa de desaceleração da economia norte-americana", que devem levar a uma queda na demanda por commodities. "A Bolsa depende muito do que acontece com commodities. Só a Petrobras representa cerca de 40% do Ibovespa.

"As Bolsas asiáticas fecharam em forte alta nesta quarta-feira, ainda repercutindo o corte de 0,75 ponto percentual que o banco central dos Estados Unidos fez na sua taxa básica de juros.
Já as principais Bolsas européias ficaram no vermelho. O FTSE-100, de Londres, fechou com queda de 1,07%, aos 5.545 pontos. Em Frankfurt, o DAX cedeu 0,50%, para 6.361 pontos. Em Paris, o CAC 40 terminou aos 4.552 pontos, com declínio de 0,67%.

EUA: bancos aliviam tensãoO banco americano Morgan Stanley foi o terceiro a acalmar as tensões do mercado financeiro nos últimos dias. A instituição anunciou que seu lucro no primeiro trimestre foi de US$ 1,551 bilhão. O número é 42% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, mas, ainda assim, supera expectativas de analistas.
Na terça-feira, os bancos Goldman Sachs e Lehman Brothers, apesar de terem anunciado forte queda nos ganhos trimestrais, também mostraram resultado acima do previsto, o que ajudou a reduzir as preocupações sobre a crise de crédito nos Estados Unidos.

Fonte: (Com informações de Agência Estado, Reuters e Valor Online)


Inflação volta a ficar mais pressionada no Brasil

A inflação volta a ficar mais pressionada no Brasil. O IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas, veio bem acima do previsto na segunda prévia do mês. A variação ficou em 0,78%, sendo que as projeções estavam na faixa de 0,5%.

A pressão maior veio do atacado e, novamente, como tem sido constante desde o ano passado, com destaque para os produtos agrícolas. O IPA avançou 1,08%, com os produtos agrícolas registrando alta de 1,39%. Grãos estão entre as maiores altas. Reflexo ainda de pressões de preços que vêm do mercado internacional.

Aliás, essa é uma das grandes dúvidas quanto à evolução da inflação este ano. Os preços de commodities continuam em patamar muito elevado, como é o caso dos produtos agrícolas, por conta da demanda mundial ainda aquecida, puxada, especialmente, pela China.

Pode ser que a crise nos Estados Unidos acabe tendo reflexos no comércio internacional, freando inclusive a demanda chinesa, dado o forte intercâmbio entre China e os Estados Unidos. Essa retração poderia ter impacto sobre a evolução dos preços. Movimento que pesaria no resultado das exportações brasileiras mas, em contrapartida, contribuiria para uma trajetória mais favorável da inflação doméstica.

Mas, por enquanto, não dá para ter segurança quanto ao que irá acontecer de fato. A China pode resistir e manter a demanda mundial ainda aquecida. Consequentemente, os preços podem permanecer em patamar elevado, pressionando a inflação aqui no Brasil. Sem esquecer que movimentos especulativos, além do baixo nível de estoques também tendem a segurar as cotações em nível mais alto.

Independentemente de novas pressões, o novo avanço do IGP-M não é um bom sinal. Até porque aumentos no atacado tendem a ter algum impacto posterior no varejo.
Fonte: Invertia

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Ibovespa fecha na máxima, com ganho de 3,20%

18/03/2008 O banco central dos EUA e os balanços não tão ruins dos bancos americanos Lehman Brothers e Goldman Sachs garantiram ganhos firmes para as Bolsas de Nova York e, por tabela, para a Bovespa hoje. O principal índice da Bolsa doméstica, Ibovespa, encerrou o pregão na máxima do dia, em alta de 3,20%, aos 61.932,8 pontos, estimulado pelo índice nova-iorquino Dow Jones, que também bateu a máxima no fechamento, de 3,51%. Os outros importantes índices americanos, S&P e Nasdaq, também fecharam no teto do dia, respectivamente de 4,24% e 4,19%.

Na mínima do dia, o Ibovespa ficou em 60.040 pontos (+0,05%). No mês, acumula perdas de 2,45% e, no ano, de 3,06%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 5,781 bilhões.

A notícia mais esperada do dia foi conhecida às 15h15, quando o Federal Reserve (Fed, BC americano) anunciou que a taxa básica de juros do país estava sendo reduzida de 3% para 2,25% ao ano, hipótese 100% precificada nos contratos futuros de juros nos Estados Unidos, que ainda embutiam 84% de chance de uma redução ainda mais forte, para 2% ao ano. Este corte mais ousado ganhou adeptos depois do turbulento final de semana, quando o banco de investimentos Bear Stearns foi vendido a preço de banana para o JPMorgan, o Fed cortou a taxa de redesconto (crédito emergencial para bancos) em 0,25 ponto porcentual em reunião extraordinária e ainda anunciou a extensão de sua linha de financiamento a instituições financeiras. [Continua]
Fonte: Exame.

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Preço das commodities é principal via de contágio da América Latina à crise externa, diz FMI

terça-feira, 18 de março de 2008 0 comentários

SÃO PAULO 17/03/2008 - A principal via de contágio da crise internacional para a América Latina está associada aos preços das commodities que, em uma eventual queda brusca, poderiam minar os superávits comerciais dos países da região. A observação foi feita pelo diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Anoop Singh. Segundo ele, em crises anteriores a essa, os preços das commodities chegaram a cair entre 35% e 40%, em média
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"Se o cenário pessimista se confirmar e a economia global entrar em recessão, isso poderia afetar a balança comercial. O impacto destruiria o superávit e faria com que as economias passassem a ter déficits comerciais", afirmou o dirigente.

De acordo com ele, a previsão para o crescimento econômico da América Latina, que era de pouco mais de 4%, é projetada agora para um patamar inferior a esse

Durante sua apresentação em um seminário em São Paulo sobre o euro e a relevância da moeda para a América Latina, Singh traçou um panorama bastante pessimista para as condições financeiras globais. Segundo ele, as melhores estimativas disponíveis apontam para um prejuízo global, ligado ao crédito subprime, no montante de US$ 230 bilhões, sendo que metade desse valor estaria nas mãos dos bancos americanos. Só nos Estados Unidos, o prejuízo total, incluindo outras modalidades de crédito, é projetado em US$ 460 bilhões.

Singh alerta ainda para o fato de que, se a economia global, apresentar crescimento de apenas 2% ou 3% em 2008, essa taxa será suficiente para que o ambiente seja considerado recessivo.

Ainda em relação à América Latina, o dirigente ressaltou que um outro risco de contágio estaria vinculado às matrizes dos bancos internacionais que têm filiais na América Latina. Segundo ele, o perigo seria a busca de liquidez das sedes desses bancos junto às suas unidades na América Latina, o que poderia reduzir o mercado local de crédito.

Crise financeira é a mais grave desde a Segunda Guerra Mundial, diz Greenspan

PARIS, 17 Mar 2008 (AFP) - A crise financeira atual pode ser considerada a mais grave desde a Segunda Guerra mundial, afirmou o ex-presidente do Banco Central americano (Fed) em editorial publicado nesta segunda-feira no Financial Times.

"A atual crise financeira nos Estados Unidos será verdadeiramente julgada como a mais grave desde o fim da Segunda Guerra mundial", insistiu Alan Greenspan, que presidiu o Fed de 1987 a 2006."

Ela chegará ao fim quando o preço dos bens imobiliários se estabilizar e, com ele, os preços dos produtos financeiros endossados em empréstimos hipotecários", estimou.

"Esta crise deixará numerosas vítimas. O sistema de avaliação dos riscos atualmente em vigor será particularmente tocado", escreveu Greenspan.

"Mas espero que uma das vítimas não seja o sistema de vigilância mútua (por atores do setor financeiro) e mais geralmente a auto-regulamentação financeira como mecanismo fundamental de equilíbrio do setor financeiro mundial", acrescentou ele.

O ex-presidente do Fed -- que foi acusado de estar na origem da bolha imobiliária em razão da política de juros muito baixa seguida pelo Federal Reserve de 2001 a 2004 -- estima também que não haverá jamais um sistema perfeito de avaliação de riscos.

"A administração do risco não atingirá jamais a perfeição. Chegará sempre um momento em que vai fracassar e uma verdade incômoda será colocada a nu, provocando uma resposta inasperada e brutal", escreve ele.
"É importante, até essencial, que toda a reforma e ajustes na estrutura dos mercados e sua regulação não questionem nossas proteções mais confiáveis e eficazes contra as fraquezas econômicas, a saber a flexibilidade e a livre concorrência", afirma Greenspan.

Fonte: Uol

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Qualidade comprovada eleva em 18,5% a cotação do café

segunda-feira, 17 de março de 2008 0 comentários

O processo de certificação de propriedades cafeeiras de Minas Gerais deverá valorizar o preço da saca do café em até 20%. Cotado em média a R$ 270,00 a saca de 60 kg do tipo 6 bebida dura, a rastreabilidade poderá elevar esse valor para até R$ 320,00 a saca. Responsável por 50% de toda a produção nacional do grão, as exportações geraram uma receita de US$ 2,5 bilhões para o Estado no ano passado. Com isso, o café - carro chefe do agronegócio mineiro - respondeu por 52% das vendas do setor, sendo que o produto tem como seus principais compradores Estados Unidos, Alemanha e Japão. A importância que a commodity ocupa no mundo e o peso que tem para Minas, a Secretaria da Agricultura estadual planeja certificar pelo menos 500 propriedades até o fim deste ano - e 1.500 até o 2011. ...[mais]

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Deutsche Telekom comprará 20% de participação na grega OTE

SÃO PAULO - A Deutsche Telekom comprará uma participação de 20% na Hellenic Telecommunications Organization SA (OTE) por 26 euros por ação, ou aproximadamente 2,5 bilhões de euros no total.

A empresa alemã também começou as conversas com o governo grego para adquirir uma fatia extra na companhia daquele país.Em nota, a Deutsche Telekom disse que comprou a participação do Marfin Investment Group, empresa de investimento da Grécia.Para a OTE, que opera tanto nos mercados de telefonia móvel como fixa, a associação com a companhia alemã deve representar mais recursos para investimentos.As informações são da própria Deutsche Telekom e das agências internacionais.
Fonte: (Juliana Cardoso Valor Online)

Gradiente à beira da falência

Eugenio Staub transformou a Gradiente em ícone nos anos 80 -- hoje, está sendo forçado a abrir mão do controle para vê-la sobreviver Lenta e gradual, a agonia da Gradiente chegou nas últimas semanas a seu ponto máximo. Após meses de declínio, cinco pedidos de falência foram feitos na Justiça por fornecedores. Todos alegam falta de pagamento. A quase impagável dívida da empresa supera os 300 milhões de reais, e a periclitante situação financeira contaminou as vendas.

Hoje é praticamente impossível encontrar produtos da marca nas lojas. As fábricas pararam. As oficinas de assistência técnica informam aos consumidores que não consertam mais aparelhos defeituosos por absoluta falta de peças de reposição. Segundo EXAME apurou, o faturamento da Gradiente caiu 70% no ano passado, e o prejuízo deve superar os 116 milhões de reais de 2006. "A situação atingiu um patamar considerado difícil de reverter", diz um consultor que acompanha de perto a Gradiente. "A combinação entre dívida alta, falta de dinheiro em caixa e fábricas paradas é fatal para qualquer empresa." ...[leia mais]

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CME assina acordo definitivo de compra da Nymex

A CME Group, que opera a Chicago Mercantile Exchange (Bolsa Mercantil de Chicago), anunciou hoje a assinatura de um acordo definitivo, no valor de US$ 9,3 bilhões, pelo qual vai adquirir a Nymex Holdings (Bolsa Mercantil de Nova York), proprietária da bolsa de metais Comex. A conclusão das negociações marca o fim de mais de 135 anos de independência para a New York Mercantile Exchange (Nymex). O conselho das duas empresas se reuniu no domingo para votar sobre a transação.

A compra da CME irá marcar a mais recente união entre duas bolsas anteriormente separadas por produtos e geograficamente, mas que agora são levadas a se unir por forças do mercado e exigências dos clientes por custos menores. Os acionistas da Nymex devem receber dinheiro e ações da CME no valor de US$ 100,00 por papel - um prêmio de 5% em relação ao preço de fechamento na sexta-feira.

Os termos são os mesmos já divulgados pela empresa em janeiro, quando os dois grupos anunciaram que estavam negociando uma fusão - 0,1323 por ação da CME e US$ 36,00 em dinheiro por ação da Nymex. Os acionistas da Nymex vão deter 19% da companhia combinada.
Segundo o presidente da CME, Terry Duffy
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O grupo combinado terá escritórios em Chicago e Nova York, unificando os produtos financeiros e agrícolas da CME com os contratos de energia e metais da Nymex. A divisão de energia da Nymex deve permanecer em Manhattan por pelo menos cinco anos - um detalhe considerado importante para a conquista do apoio de políticos de Nova York, como o senador Charles Schumer. As informações são da Dow Jones.

Negócios da Moda Brasileira

As semanas de moda brasileira inauguram o calendário mundial com desfiles qua apresentam as tendêncais do inverno tropical. Todos os anos estilistas e marcas consagradas se firmam cada vez mais como grifes internacionas ao passo que novos estilistas são apresentados ao mercado nacional e internacional com todo o suporte para fazer bons negócios.
O Fashion Business, que acontece paralelamente ao Fashion Rio, é um bolsa de negócios onde os estilistas recebem compradores do mundo todo para fechar seus negócios. Este ano, na 11ª edição, os números foram animadores.

As vendas para o mercado interno chegaram a R$ 370 milhões, um crescimento de quase 12% em relação à edição do ano passado. As exportações devem chegar a US$ 15,5 milhões entre pedidos concretizados durante o evento e negociações a serem realizadas durante este ano.O mercado da moda brasileira tem se destacado no cenário internacional por diversos fatores.

O talento dos estilistas brasileiros é muito reconhecido lá fora como apontou Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), durante a coletiva de imprensa do Fashion Rio: "O Brasil é o único país no mundo que tem cara própria e carrega esta identidade nas suas roupas e acessórios, o designer brasileiro é um dos mais valorizados".

O câmbio supervalorizado (dólar em baixa) também ajuda a divulgar a moda brasileira. O comprador francês José Bonfé disse em entrevista: "Para nós europeus ainda compensa importar do Brasil, pois o euro está mais forte que o dólar e a moda brasileira tem uma imagem muito boa entre nós".

As grifes brasileiras vêm seguindo uma tendência internacional, com grandes grupos gerenciando diversas marcas. Isso trás solidez e atrai mais investimentos.
A exemplo da LVMH (que dirige cerca de 50 marcas como Dior, Louis Vuitton, entre outras), os grupos brasileiros estão crescendo como a A.C.M. Têxtil que detêm Colcci, Sommer, Coca-Cola Clothing e Carmelita, e a I'M (Identidade Moda) que gerencia as grifes Clube Chocolate, Cúmplice, Fause Haten, Zapping, Zoomp e mais recentemente, Alexandre Herchcovitch.

É animador ver que as semanas de moda estão colocando o Brasil num patamar mais elevado no cenário internacional. Mas a industria têxtil brasileira não está em seu melhor momento. Os números do ano passado revelam que o setor não cresceu tanto quanto deveria, e ainda importa-se mais do que se exporta.Mas o governo federal anunciou medidas para favorecer o setor, tais como compensações tributárias para aumentar a competitividade em relação aos importados; combate mais efetivo à importação ilegal, busca de acordos para o acesso aos grandes mercados internacionais e mais investimento direto nas indústrias do seto.A boa notícia é que os brasileiros puderam consumir mais, já que houve um significativo aumento no nível de trabalho, renda e massa salarial, além da inflação do setor ter sido em torno de 15% enquanto a geral foi de 150% em 13 anos de circulação do Real. Isso significa que produtos de melhor qualidade estão mais acessíveis a todas as camadas sociais.

Contribuição de Gabrielle Moreira ao Mercados e Ação.

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Bolsa cai mais de 3% com tensão sobre crédito

São Paulo - A abertura em queda de mais de 3% do índice Bovespa futuro na manhã de hoje no pregão GTS da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) já sinalizava um dia de cão para os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Na abertura dos negócios no mercado à vista, o Ibovespa cedia 0,58% e, com pouco mais de 10 minutos de pregão, o Ibovespa já recuava mais de 3%, abaixo dos 60 mil pontos. Na pontuação mínima, o Ibovespa chegou a perder 3,57%, a 59.779 pontos. Às 10h12, o Ibovespa despencava 3,34%, a 59.919 pontos.

O sinal negativo dos negócios hoje está alinhado com as perdas expressivas das bolsas mundiais, refletindo o aumento da aversão ao risco após o banco americano JPMorgan ter anunciado ontem a compra do quinto maior banco de investimento dos EUA, o Bear Stearns, a preço de liquidação - US$ 2 por ação -, além do corte emergencial pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) da taxa de redesconto (linha de empréstimos emergenciais) para bancos comerciais em 0,25 ponto porcentual para 3,25% ao ano, em mais uma tentativa para aliviar crise de créditos do país que ameaça empurrar a economia para a recessão. Esse corte da taxa de redesconte ocorre às vésperas da reunião do Fed, que amanhã decide o tamanho do corte de juro na taxa básica americana. Hoje, os contratos futuros dos Fed Funds (fundos federais de reservas bancárias) ampliaram de 36% para 94% esta manhã a possibilidade de corte de um ponto porcentual, derrubando a taxa para 2% ao ano amanhã.


A reação dos investidores está sendo muito ruim como se vê pelo comportamento dos índices futuros em Nova York, onde os futuros do Nasdaq e do S&P registravam baixa de mais de 2%. Em Hong Kong, a Bolsa despencou 5,18%, e no Japão o índice Nikkei fechou em queda de 3,71%. Na Europa, as bolsas registram baixas de mais de 3% na manhã de hoje.


O medo de que essa crise bancária faça novas vítimas está derrubando as cotações dos papéis do setor financeiro. As ações do banco de investimento Lehman Brothers, que perderam mais de um quarto de seu valor mesmo depois de a agência de classificação de risco Moody's reafirmar as notas de crédito (ratings) da instituição. No pré-mercado em Wall Street, os papéis do Lehman caíam 26%; Merrill Lynch recuava 13% e Goldman Sachs caía 10%. No Brasil, as ações preferenciais (PN) do Bradesco recuavam 3,73% às 10h10. No mesmo horário, os papéis PN do Itaú caíam 3,44%; os units do Unibanco tinham baixa de 3,93%; e as ações ordinárias (ON) do Banco do Brasil perdiam 3,7%, com pouco mais de 10 minutos de pregão.


"Tá tão na cara que é para vender que pode melhorar", afirma um analista, referindo-se à Bovespa hoje. Segundo os especialistas, o comportamento da Bolsa vai depender muito da reação investidores estrangeiros, da necessidade de caixa deles.

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Toyota define Sorocaba para nova fabrica no Brasil

16 Janeiro, 2008 De acordo com fontes do mercado, a Toyota já definiu onde instalará sua nova fábrica de veículos no Brasil. Por conta da boa topografia do terreno e, obviamente, da facilidade de acesso a fornecedores, a montadora japonesa resolveu que a cidade de Sorocaba(SP) é o melhor lugar para investir.
Segundo as mesmas fontes, o município de Santa Barba DOeste, também no interior paulista, era outra forte candidata a receber a planta. A dificuldade de encontrar terrenos adequados, contudo, tirou a cidade do páreo.Só falta assinar a escritura. “Com a vinda dos diretores da empresa para a festa dos 50 anos, no dia 30 de janeiro, tudo ficou mais fácil”, disse um executivo da fabricante.

Entre os Estados que brigavam para ter a fábrica estavam Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro.Para erguer as novas instalações, o grupo japonês vai investir mais de US$ 500 milhões no Brasil.Quando entrar em operação, por volta de 2010, a planta deverá produzir um modelo baseado na plataforma da próxima geração do Yaris, que no Brasil terá o Fiat Punto entre os concorrentes diretos.A Toyota já produz na planta de Indaiatuba (SP) o sedã Corolla e a perua Fielder.

Fonte: IG Ultimo Segundo

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Bovespa ganharia só 2% com grau de investimento, diz Merrill Lynch

10.03.2008
A nota de investimento seguro deve ser obtida ainda neste ano, segundo o banco

O tão almejado grau de investimento das agências de classificação de risco internacionais não levaria à disparada das ações no mercado brasileiro. A avaliação é do banco de investimentos Merrill Lynch, que acredita em uma valorização de apenas 2% para o Ibovespa quando a classificação for atingida.

O Merrill Lynch afirma que já existe a percepção de que o país não oferece mais o risco de dar calote na dívida. Esse selo, entretanto, já foi muito mais importante no passado do que seria hoje. Para o banco, o grau de investimento deve ser obtido ainda neste ano. A avaliação é a mesma do presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, que disse em entrevista a que o Brasil será elevado pelas agências em 2008.

Vários motivos explicam o otimismo do mercado com a economia brasileira. Em janeiro deste ano, o país passou a ser credor externo líquido. As reservas internacionais do Banco Central já alcançam quase 200 bilhões de dólares. Nos últimos meses, a inflação caiu e as taxas de juros foram reduzidas. Além disso, economia cresceu entre 5,2% e 5,3% no ano passado.
O fluxo de investimento direto estrangeiro no país quase dobrou em um ano, subindo para 37 bilhões de dólares. No Brasil, a maior parte é alocada em ampliação de negócios ou início de operações.

Fonte: Exame

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Fiat compra Tritec e fabricará motores no Paraná

12.03.2008
O diretor da Fiat Powertrain Technologies, Franco Ciranni, anunciou hoje, em Curitiba, o acordo entre a Fiat e a Chrysler, nos Estados Unidos, que resultou na compra da Tritec Motors, localizada em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. As atividades serão retomadas pela Fiat com a previsão de se produzir 400 mil motores por ano a partir de 2010. Serão investidos cerca de R$ 250 milhões na fábrica, que terá 500 empregos diretos e 1,5 mil indiretos. O faturamento previsto é de R$ 1,2 bilhões, com geração de R$ 150 milhões em impostos.

A fábrica de motores da Tritec estava fechada havia cerca de oito meses, com a permanência de aproximadamente 80 funcionários que faziam a manutenção. Outros 300 foram demitidos nos últimos anos. "Nesta nova fase, as pessoas que saíram e quiserem voltar serão recontratadas prioritariamente", garantiu Ciranni. A previsão é que os motores comecem a ser fabricados no primeiro semestre do próximo ano. Primeiramente, os funcionários devem passar por um treinamento.

Esta será a quarta fábrica de motores e transmissões da Fiat na América do Sul - há uma em Betim (MG), outra em Sete Lagoas (MG) e uma terceira em Córdoba, na Argentina. "Queremos nos transformar na primeira fábrica de motores da América do Sul até 2010, com a produção de 1,3 milhões de unidades", afirmou Ciranni. Segundo ele, a fábrica paranaense terá os motores destinados ao mercado interno e externo. "Vai atender a Fiat, mas também outros clientes", salientou. Ciranni disse que dará continuidade aos motores para BMW, que já eram produzidos na Tritec, e introduzirá novas famílias nas versões gasolina e flex.
Fonte: Agencia Estado

"Jetblue" brasileira define executivos

domingo, 16 de março de 2008 0 comentários

A empresa ainda não tem nome, mas quem vai cuidar do desenvolvimento da nova marca é o publicitário Nizan Guanaes. A agência Africa está concluindo as negociações com David Neeleman e em breve deve ser anunciada como a agência da nova companhia aérea a ser lançada pelo empresário americano no Brasil, revelam fontes do setor.

A assessoria da Africa confirma a existência de conversas, mas diz que não há nada fechado.Neeleman está no Brasil entrevistando potenciais executivos para o cargo de presidente. A reportagem apurou que o vice-presidente de operações será Miguel Dau, atual gestor judicial da Flex, nome fantasia das empresas remanescentes do grupo Varig. Procurado, Dau não confirma a informação, mas lembra que seu mandato na Flex vence em julho.

Ex-comandante da Varig, Dau foi um dos últimos vice-presidentes operacional da companhia até a sua venda em leilão judicial. Outro nome definido, e já confirmado, é o de Gianfranco Beting, que será o diretor de marketing. Filho do jornalista Joelmir Beting, Gianfranco é publicitário e jornalista, com passagens pela DM9 e Transbrasil. Até se engajar no novo projeto de Neeleman, Gianfranco dedicava-se a seu próprio site de aviação, o Jetsite. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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Goldman Sachs recomenda comprar ações do BB

sábado, 15 de março de 2008 0 comentários

Goldman Sachs recomenda comprar ações do BB
14.03.2008
Instituição americana afirma que os papéis do Banco do Brasil trarão a maior valorização do setor e rebaixa as ações do Bradesco e do Itaú

EXAME As ações do Banco do Brasil (BB) são a melhor opção, entre as instituições financeiras brasileiras, para quem quer aproveitar a expansão da demanda por empréstimos e a sofisticação das condições de crédito na América Latina, afirmou nesta sexta-feira (14/03) o banco de investimentos americano Goldman Sachs (veja abaixo a tabela com as recomendações de compra).

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Bernanke: Fed vai tentar amenizar problemas com hipotecas

WASHINGTON (Reuters) - O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, prometeu nesta sexta-feira que o banco central norte-americano vai fazer todos os esforços para amenizar os danos provocados pela onda de execuções hipotecárias, o que ele disse derivou parcialmente de uma negligência nos empréstimos.

Falando no encontro anual da National Community Reinvestment Coalition, Bernanke esboçou as causas para a atual turbulência, sem comentar diretamente a política monetária. O Fed deve cortar os juros novamente na próxima reunião, na terça-feira.

"Grande parte dos empréstimos nos últimos anos não foram nem responsáveis nem prudentes", disse. Ele ressalvou, porém, que o empréstimo a tomadores menos confiáveis foi benéfico no passado e será novamente em algum momento futuro.

Boa parte da tensão nos mercados hipotecários que se espalhou pelo resto da economia começou nas chamadas hipotecas subprime (de alto risco), muitas das quais feitas com pesquisa inadequada pelos emprestadores.

(Reportagem de Glenn Sommerville)

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Brasil 'se tornou ator econômico de peso', diz 'The Guardian'

Em um suplemento especial de 20 páginas publicado nesta sexta-feira, o jornal britânico "The Guardian" faz um balanço do Brasil e afirma que "mais conhecido pelo futebol, samba e sensualidade, ele se tornou um ator econômico de peso".

No caderno intitulado "Terra de Contrastes", o jornal faz uma análise dos setores de economia, agricultura, energia, saúde e cultura, além de um perfil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da cidade de São Paulo, que chama de "a cidade do futuro".
Leia mais aqui.

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Usiminas reajusta preços em 9% e deve promover nova alta ainda no primeiro semestre

RIO - O presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, confirmou que a siderúrgica reajustou este mês os preços de seus produtos em 9%, em média, e que deve fazer ainda no primeiro semestre uma segunda fase de aumentos para compensar a alta de 65% dos preços do minério de ferro.

"Estávamos esperando um aumento de cerca de 35% para o minério de ferro. O preço que pagamos é o mesmo das siderúrgicas internacionais, com a diferença de que pagamos o frete apenas do porto de Tubarão para Ipatinga", frisou Soares, que participou hoje da 14ª Conferência Mundial de Siderurgia, promovida pelo CRU Group, no Rio de Janeiro.

O executivo ressaltou ainda que a empresa já opera os ativos de mineração da J.Mendes, adquirida este ano por US$ 925 milhões em dinheiro, valor que pode chegar a US$ 1,9 bilhão em função da prospecção nas minas da companhia. A projeção da Usiminas é de que a J.Mendes - situada na Serra Azul, em Minas Gerais - produza cerca de 5 milhões de toneladas de minério de ferro, atingindo 29 milhões de toneladas em 2013.

Soares frisou que em 2013, com as expansões previstas para Usiminas e Cosipa, o sistema Usiminas deve atingir produção de cerca de 15 milhões de toneladas de aço, o que significará uma demanda de cerca de 21 milhões de toneladas de minério de ferro, o que representará um substancial aumento das exportações de minério, que podem, em 2009, atingir cerca de 1 milhão de toneladas.

Entre as expansões planejadas, Soares revelou que segunda-feira deve ser assinado um contrato com a japonesa Mitsubishi para construção de uma laminadora a quente na Cosipa, com investimentos de US$ 1 bilhão. A expectativa é de que a unidade esteja pronta em 32 meses, com capacidade de produção de 2,3 milhões de toneladas por ano, com possibilidade de expansão futura para 4 milhões de toneladas anuais de aço.

O executivo afirmou ainda que a empresa deve optar por construir, a partir de 2013, uma pelotizadora para processar parte do minério da J.Mendes. A expectativa é de que a unidade produza cerca de 6 milhões de toneladas de pelotas que poderão ser exportadas ou utilizadas para produção de aço pela própria companhia.

(Rafael Rosas Valor Online)

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Brasil já tem 5 milhões de veículos movidos a álcool ou gasolina

sexta-feira, 14 de março de 2008 0 comentários

Segundo a Anfavea, os veículos bicombustíveis já respondem por 88% das vendas totais no país. Os brasileiros já compraram mais de 5 milhões de carros movidos a álcool ou gasolina. Com a vantagem de dar a opção ao motorista de escolher o combustível com preço mais vantajoso na hora de abastecer, os veículos bicombustíveis já representam 88% das vendas totais no país, de acordo com a Anfavea.
De olho nesse mercado, a Petrobras anunciou dois investimentos nesta semana: a construção de um alcoolduto entre o Mato Grosso do Sul e o porto de Paranaguá (PR) e a formação de uma joint-venture com a trading japonesa Mitsui para investimento em etanol no Brasil Segundo o jornal indiano Hindustan Times, o país asiático também tem planos ambiciosos de investimento em etanol. Com o início da recuperação dos preços do açúcar, grupos estatais indianos de petróleo têm interesse em investir US$ 600 milhões em usinas no Brasil para produzir um total de 500 milhões de litros por ano.
Fonte: Exame

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Governo taxa investimento estrangeiro para segurar dólar

Pacote também permite ao exportador deixar dólares no exterior e fim do IOF sobre vendas externas O Ministério da Fazenda anunciou um pacote de medidas para conter a desvalorização do dólar, que tem oscilado entre R$ 1,60 e R$ 1,80 nos últimos meses. A partir de segunda-feira, os investidores estrangeiros que enviarem dinheiro ao Brasil para aplicações em títulos públicos vão pagar 1,5% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O objetivo do governo é desestimular a forte entrada de recursos de curto prazo, e não elevar a arrecadação com o imposto – apesar de um ganho estimado em R$ 500 milhões para os cofres públicos. O ministro Guido Mantega (Fazenda) também anunciou que o exportadores passarão a ser isentos da alíquota de 0,38% de IOF nas operações de câmbio. Além disso, o governo autorizou os exportadores a manter toda a receita com as vendas externas fora do país.Com as três medidas, o governo espera reduzir as pressões de curto prazo sobre o dólar, que se mantém em trajetória de queda desde 2003. Ao mesmo tempo, Mantega espera que as exportações brasileiras parem de perder competitividade apesar do real forte.

O ministro prometeu mais medidas para beneficiar as exportações em abril, quando o governo espera divulgar sua nova política industrial. O ministro também mostrou que não planeja permitir a deterioração das contas externas brasileiras. ´Aqueles países que se descuidaram de seu comércio exterior, como nós no passado, deram-se mal`. Apesar dos aplausos dos exportadores aos esforços do governo, analistas acreditam ser improvável que as medidas consigam conter a queda do dólar, um fenômeno mundial nos últimos meses. Tanto que a moeda americana continuava cotada abaixo de R$ 1,70 nesta quinta-feira.

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Grendene tem o maior lucro de sua história

14.03.2008
Empresa ganha R$ 258,6 milhões em 2007, apesar da queda no consumo de calçados

EXAME A Grendene obteve em 2007 o maior lucro líquido de sua história: 258,6 milhões de reais. O resultado é apenas 1% superior ao registrado em 2006, mas evidencia a capacidade da empresa de enfrentar momentos de adversidade. No ano passado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), o consumo de calçados no Brasil recuou 2,99%.

De acordo com a empresa, um dos fatores que possibilitaram o bom resultado foi o aumento de 27,2% nas exportações, apesar do câmbio desfavorável. Com isso, a participação das exportações na receita bruta no quarto trimestre subiu de 12,2% em 2006 para 13,7% no ano passado. Enquanto a companhia conseguiu elevar seus preços no mercado externo em 0,3%, no mercado interno a estratégia foi baixá-los. Nos três últimos meses de 2007, seus produtos foram comercializados a um valor 6% menor que no mesmo período de 2006, permitindo um crescimento de 21,1% nas vendas. A decisão, para a corretora Fator, “se mostrou correta na medida em que a empresa aumentou o volume (de vendas) de forma significativa, diluiu custos e despesas e manteve margem Lajida (lucro antes de juros, imposto de renda, amortização e depreciação) num cenário desfavorável em termos de custos”.

A estratégia foi eficiente não só para reduzir o impacto do câmbio sobre os negócios, mas também para mitigar o reflexo negativo da disparada do petróleo no mercado internacional. Como a empresa utiliza resina PVC (cloreto de polivinila), derivada do petróleo, na fabricação de seus calçados, cerca de 25% de seu custo de produção está atrelado ao preço da commodity. Com ganho de escala e redução de custos, a companhia conseguiu faturar 1,5 bilhão no ano passado, 9,8% a mais que no ano anterior.

Os resultados acima do esperado estão provocando alta nas ações da companhia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Ao meio-dia, os papéis eram comercializados a 19,40 reais, valorizados em 0,51%.

Milton Friedman em duas frases

" Não existe almoço grátis no capitalismo"

"A maioria das economias costumam morrer de seus remédios e não de seus males"

Processo de despejos crescem 60% em um ano nos EUA

quinta-feira, 13 de março de 2008 0 comentários

Os processos de despejo nos Estados Unidos estão num patamar 60% mais elevado do que no mesmo período do ano passado, mostra uma reportagem da CNN Money. Mais de 220 mil processos foram iniciados no mês, que inclui venda de imóveis e retomada pelos bancos (46 mil). Em comparação a janeiro, o índice caiu 4%, mas a queda é sazonal, dizem analistas, porque no primeiro mês do ano as ações sobem muito em função do endividamento descontrolado das famílias no final do ano.

As más notícias da economia americana derrubaram as bolsas asiáticas hoje e provocou nova desvalorização recorde do dólar frente a outras moedas. O euro foi cotado a US$ 1,56 enquanto o dólar chegou a valer 99,8 ienes, o menor patamar dos últimos doze anos. O índice Nikei, de Tóquio, caiu 3,33%, e já perdeu quase um terço de seu valor desde julho do ano passado. Hong Kong caiu 4,79% e Xangai 2,43%. As bolsas européias também abriram em queda: Londres 1,66%, Paris 2,29% e Frankfurt 2,25% por volta das 9h. (veja aqui como estão os indicadores)

A crise imobiliária nos Estados Unidos é o pivô da crise econômica que estamos vendo agora. Quando o crédito estava farto, os bancos americanos emprestaram dinheiro para financiamento de imóveis a pessoas com mau histórico de crédito. Essas famílias se endividaram a juros mais altos no longo prazo. Com o aumento das compras, o preço dos imóveis subiu muito. Com preços mais altos, as famílias tomavam novos empréstimos e financiavam novas compras, formando um ciclo vicioso. Agora estamos vendo o estouro da bolha, com os preços despencando, e as famílias quebrando e entrando em processo de despejo. Veja no gráfico abaixo, feito pela CNNMoney como os processos de despejo estão num patamar muito mais elevado que há um ano: (leia
aqui a reportagem da CNNMoney)



Ação da Redecard sai a R$ 26 na oferta do Citibank

O preço da oferta secundária de ações da Redecard, promovida pelo Citibank, ficou em R$ 26,00 por papel. Com isso, a operação soma R$ 1,058 bilhão. No lote inicial serão vendidas 40.692.417 ações ordinárias (ON) da processadora de cartões, com possibilidade ainda em aberto de lote suplementar de 15% (mais 6.130.860 ações).
Quando a oferta da Redecard chegou ao mercado, em 27 de fevereiro passado, os papéis valiam R$ 29,00, o que permitiria ao Citibank arrecadar cerca de R$ 1,18 bilhão com a operação, sem considerar o lote suplementar. De lá pra cá, as ações caíram e fecharam ontem cotadas em R$ 26,40 na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os recursos deverão ser usados pelo Citibank para cobrir perdas com a crise do setor hipotecário e de crédito nos Estados Unidos.
Por Aline Cury Zampieri

Exame/Agência Estado

71% dos economistas afirmam que os Estados Unidos já estão em recessão

Fator crucial foi o aumento do desemprego no mês passado
Os Estados Unidos entraram em recessão. Essa foi a resposta de 71% dos 55 economistas ouvidos pelo jornal The Wall Street Journal. De acordo com a pesquisa, realizada entre os dias 7 e 11 de março, a maioria dos entrevistados reconhece que a locomotiva americana perdeu seu vapor.


Para eles, mesmo com a injeção de dólares do governo para conter a crise imobiliária, o cenário é mais pessimista do que se imagina. A oscilação das bolsas, queda constante do preço do dólar e alta do petróleo estão contribuindo para desacelerar a economia americana. Setores como, por exemplo, o têxtil e confecção, calçados, automotivo, minérios, varejo, agronegócio, siderurgia, bancos foram negativamente impactados. Só para se ter idéia, o comércio americano registrou queda de 0,6% nas vendas em fevereiro.
Quando indagados sobre o fator crucial para a recessão, grande parte a atribui à questão do emprego. No mês de fevereiro, 63 mil pessoas perderam seus cargos. Por isso, eles estimam que até o final do ano sejam criados nove mil postos de trabalho por mês, ante a expectativa de 48,5 mil. A previsão da taxa de desemprego também aumentou para 5,5%, contra 4,8%. Em relação à inflação, a estimativa é que ela chegue a 3,5% em junho e sobre a possibilidade de crescimento, o percentual é bem baixo: de 0,1% ao ano. Segundo eles, a crise de 2008 poderá ser bem pior que as de 2001 e 1990/91.
No segundo semestre, no entanto, a previsão é um pouco mais otimista. Mas para que o papel se inverta, é necessário que haja mais ação por parte do governo e do Federal Reserve (Fed). A esperança dos especialistas é que aconteça uma redução da taxa de juros e que a inflação diminua.

Entretanto, “o termo recessão, na definição correta, só pode ser atribuído quando o produto interno bruto do país cair por dois trimestres consecutivos”, ressalva Stanley, do National Bureau of Economic Research
EXAME