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Ibovespa encerra o dia com ganhos de 1,83%

terça-feira, 25 de novembro de 2008 Leave a Comment

Num pregão bastante volátil, a Bovespa conseguiu descolar-se da tendência predominantemente baixista em Wall Street e fechar no azul, favorecida pelas ações de siderúrgicas, bancos e construtoras. As sucessivas medidas de ajuda divulgadas nos Estados Unidos - hoje foram US$ 800 bilhões, um dia depois do socorro ao Citigroup - têm feito com que os poucos investidores domésticos relutem um pouco em se desfazer dos papéis.

Assim, o Ibovespa, principal índice, terminou a sessão com ganhos de 1,83%, aos 34.812,86 pontos, mas chegou a atingir 3,93% de elevação (35.532 pontos), no final da manhã, com o anúncio da ajuda do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA). Na mínima, tocou em 33.620 pontos (-1,66%). No mês, acumula perdas de 6,56% e, no ano, de 45,51%. O giro financeiro totalizou R$ 3,729 bilhões.

O Fed lançou um programa de US$ 200 bilhões para o crédito ao consumidor e um de US$ 600 bilhões para o mercado de títulos lastreado em hipotecas nos EUA. O objetivo é "reduzir o custo e aumentar a disponibilidade de crédito para a compra de imóveis, o que, por sua vez, irá sustentar os mercados imobiliários e alimentar condições melhores nos mercados financeiros de modo geral".

Os especialistas gostaram principalmente da ajuda aos consumidores, visto que, até então, eram as instituições as principais beneficiadas da ajuda do governo. Vide ontem o Citigroup, que recebeu US$ 20 bilhões diretamente do Fed, além de ter garantidos US$ 306 bilhões em ativos. Ao colocar o consumidor como beneficiário, o Fed está de olho no reaquecimento econômico, visto que os gastos deles correspondem a 70% da atividade econômica do país - e haviam caído no terceiro trimestre.

Ações

O setor de construção, um dos mais castigados na Bovespa por causa da liquidez mais estreita, subiu hoje na esteira do relatório do BC sobre o crédito. Segundo a autoridade monetária doméstica, o estoque de operações de crédito do sistema financeiro cresceu 2,9% em outubro, ante setembro, totalizando R$ 1,187 trilhão. No acumulado do ano, o crédito registra expansão de 26,8% e a alta é de 34,6% nos últimos 12 meses. O volume de novas concessões, entretanto, caiu 3% ante setembro, para R$ 157,257 bilhões, liderado pelo segmento de pessoas físicas (-3,5%). Cyrela ON foi a segunda maior alta do Ibovespa, ao subir 14,10%. Rossi Residencial ON avançou 8,09% e Gafisa ON, 4,64%.

Vale ON fechou em alta de 2,68% e PNA, de 1,96%. Usiminas PNA subiu 2,75%; CSN ON, 4,34%; Gerdau Metalúrgica PN, 9,20%; e Gerdau PN, 4,88%. No setor financeiro, BB ON subiu 3,04%; Itaú, 4,62%; Unibanco Unit, 4,47%; e Bradesco PN, 2,20%. Petrobras virou para cima no final: as ações ON avançaram 1,72% e as PN, 0,68%. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o contrato do petróleo para janeiro terminou cotado a US$ 50,77 o barril, com retração de 6,84%.

EUA

Os pacotes anunciados hoje puxaram as Bolsas de Nova York temporariamente para cima, mas os índices conhecidos hoje fizeram o rumo se inverter. Entre os dados conhecidos nos EUA, o principal foi a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, quando foi reduzido de -0,3% para -0,5%. O único número favorável foi o índice de confiança do consumidor norte-americano medido pela Conference Board, que ficou em 44,9 em novembro, do número revisado de 38,8 em outubro.

Às 18h17, Dow Jones e S&P firmavam-se em alta: o Dow Jones subia 0,48%, o S&P avançava 0,50%, mas o Nasdaq perdia 0,78%. O índice das ações do setor de tecnologia sofreu com o desempenho dos papéis da HP, que, no relatório do lucro do terceiro trimestre, divulgado ontem, manteve uma perspectiva forte para 2009, o que fez alguns analistas especularem se a empresa não está otimista demais diante de uma desaceleração econômica global. Com isso, os investidores bateram em papéis da empresa, além de ações de tecnologia como um todo.

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