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Vale e BHP Billiton decidem reduzir em 65% produção de joint venture

segunda-feira, 24 de novembro de 2008 0 comentários

SÃO PAULO - Mais um sinal de fragilidade das condições de mercado para commodities foi dado no último sábado (22), com o anúncio de que a joint-venture entre duas das maiores mineradoras do mundo - Vale (VALE5) e BHP Billiton - reduzirá sua produção total em cerca de dois terços.

A Samarco, cujas operações têm lugar no Brasil, possui capacidade nominal de produção igual a 21,6 milhões de toneladas métricas de pelotas anuais. Cada uma das gigantes de mineração possui 50% de participação no negócio.

Oligopólio
Segundo comunicado das companhias ao mercado, haverá redução de 65% de sua oferta no período compreendido entre o final de novembro e meados de janeiro do próximo ano, "de acordo com as condições de mercado atuais", afirmou a Vale. Já a empresa australiana informou que, ao final do período, "a situação dos mercados será reavaliada".

Todavia, foi ressaltado que a terceira planta da joint venture, inaugurada em abril deste ano, continuará normalmente suas operações, cuja capacidade nominal é de 7,6 milhões de toneladas métricas por ano. Junto à Rio Tinto, as companhias ofertam cerca de 75% do minério de ferro no mercado internacional.

InfoMoney
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Petróleo e resgate estatal ao Citigroup sustentam alta nos futuros dos EUA

SÃO PAULO - Na manhã desta segunda-feira (24), os contratos futuros dos principais índices de ações norte-americanos negociados na Chicago Mercantile Exchange, como o S&P 500 e o Nasdaq 100, indicam uma abertura em alta das bolsas dos EUA.

Diante das perdas correlacionadas com a crise de crédito, o governo norte-americano resgatará o Citigroup, através de duas medidas: segurança pelo FIDC (Federal Deposit Insurance Corporation) de aproximadamente US$ 306 bilhões para que o banco financie seus ativos podres no mercado e injeção de US$ 20 bilhões pelo Tesouro por meio do TARP (Troubled Assets Relief Program).

Como resposta à liquidez iminente, seus papéis disparam 30% em Frankfurt e propagam otimismo em todo o setor financeiro, explicitado pelas altas das ações de JPMorgan (2%), Bank of America (9%) e Merril Lynch (3%) no pré-market norte-americano.

Também contribuindo para a alta nos mercados futuros dos EUA, os ativos petrolíferos sobem, o que se explica pela variação positiva de 3,6% na cotação do barril do óleo bruto em Londres. Dentre as valorizações, destaque para as ações de Chevron (2,5%), ConocoPhillips (4%) e Exxon Mobil (5%).

Contratos futuros
O contrato futuro do S&P500 opera a 814,40 pontos, alta de 15,57 pontos em relação ao valor justo, o que indica uma abertura do S&P 500 a 815,60 pontos, valorização de 1,95% em relação ao último fechamento.

Já o futuro do Nasdaq 100 aponta uma abertura do índice das blue chips de tecnologia a 1.112,09 pontos, alta de 2,44% frente ao fechamento de sexta-feira. O contrato futuro negociava há instantes a 1.112,25 pontos, 26,52 pontos acima do valor justo.

Confira o último fechamento

No pregão de sexta-feira, o índice Dow Jones fechou em forte valorização de 6,54%, atingindo 8.046 pontos. Já o S&P 500 subiu 6,32%, enquanto o índice Nasdaq Composite disparou 5,18%.

InfoMoney
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