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Valor das empresas abertas cai R$ 871 bi em 2008, diz Economática

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008 0 comentários

RIO - O valor de mercado de 323 empresas de capital aberto na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu R$ 871 bilhões entre o final de 2007 e o dia 26 de dezembro deste ano. De acordo com a consultoria Economática, o valor de mercado dessas companhias era de R$ 1,225 trilhão no dia 26, valor 41,5% menor que os R$ 2,097 trilhões registrados no fim do ano passado.

Segundo a consultoria, o valor perdido ao longo de 2008 equivale a perdas equivalentes a duas vezes o valor de mercado da Petrobras em 31 de dezembro de 2007 ou pouco mais de duas vezes todo o setor bancário, que no fim do ano passado contava com 27 instituições na Bovespa, com valor de mercado conjunto de R$ 407 bilhões.

Entre os 21 setores analisados pela Economática, o mais castigado ao longo do ano foi o de Construção, com 29 empresas e queda de 72,4% no valor de mercado, o equivalente a R$ 38,4 bilhões em perdas. A seguir veio Papel e Celulose, com baixa de 68,3%, ou R$ 30,6 bilhões.

A maior perda nominal ficou com o setor de Petróleo e Gás, representado por cinco empresas, que juntas tiveram o valor de mercado reduzido em R$ 210 bilhões até o dia 26 de dezembro.

O setor de Telecomunicações, com 12 companhias, foi o menos afetado, com queda de 14,6% do seu valor de mercado, equivalente a R$ 14,7 bilhões a menos. A seguir veio o setor de Energia Elétrica, com 35 empresas e recuo de 22,6%, ou R$ 40,3 bilhões em perdas.

Entre as empresas da carteira teórica da Bovespa, a maior queda percentual foi da Rossi Residencial, com recuo de 80,6% do seu valor de mercado, seguida de perto pela Aracruz que no mesmo período perdeu 78,9% do seu valor de mercado. A empresa com maior queda nominal de valor de mercado foi a Petrobras com R$ 209 bilhões, ou 48,7% de queda.

Apenas sete empresas tiveram valorização, entre as 323 analisadas. A Nossa Caixa teve a maior valorização, com 188,2% ou R$ 4,7 bilhões. A seguir vieram Brasil Telecom (+33,2%); Ultrapar (+33,2%); Transmissão Paulista (+15,3%); Natura (+12,8%); Eletrobrás (+8,2%); e JBS (+4,6%).
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Bovespa segue panorama global negativo e recua quase 4%

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008 0 comentários

Dia é de queda nas bolsas americanas e européias.Volume de negócios no dia foi baixo, contribuindo para volatilidade.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda nesta segunda-feira (22), seguindo o clima de pessimismo que afeta os principais mercados mundiais. Ao final das negociações, o índice Ibovespa, referência para o mercado nacional, teve queda acentuada de 3,87%, aos 37.618 pontos.

Após iniciar os negócios em alta, a bolsa não resistiu à queda nos índices das bolsas americanas e européias, somada à volatilidade proporcionada pelo baixo volume de negócios antes dos feriados de Natal. O giro financeiro do pregão ficou na casa dos R$ 2,5 bilhões, abaixo da média. Principais pilares da bolsa, tanto Petrobras quanto Vale tiveram quedas superiores a 5,0%.

Para o analista da corretora SLW Pedro Galdi, o mercado deve permancer volátil até o final do ano e com pouco volume.

"A partir de hoje começa a enfraquecer o mercado e as bolsas vão seguir voláteis, a entrada de Obama em janeiro talvez dê mais um pouco de confiança e melhore no início de 2009", disse Galdi, referindo-se à posse do presidente eleito dos EUA, Barack Obama.

Mercado externo

Nos Estados Unidos, que vem há semanas determinando a movimentação na Bovespa, os indicadores apontaram para baixo. Ao final do dia, o índice Dow Jones encerrou em queda de 0,69%, a 8.519 pontos. O indicador ampliado Standard & Poor's 500 se desvalorizou 1,83%, a 871 pontos, enquanto o termômetro de tecnologia Nasdaq teve queda de 2,04%, para 1.532 pontos.

Na Europa, o índice FTSEurofirst, que reúne as principais praças do continente, teve queda de 1,5%, a 810 pontos. Foi o sétimo dia de queda nos últimos oito pregões do indicador que acumula baixa de 44% no ano. Entre os principais mercados, a maior queda foi em Paris (-2,31%).

Indicadores brasileiros

Entre os dados internos, o Banco Central brasileiro revisou nesta segunda-feira a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 5% para 5,6%. Para o ano de 2009, a previsão é de uma desaceleração por conta da crise financeira internacional. Com isso, a expansão da economia deve ficar em 3,2%.

Quanto à inflação, a expectativa é de redução em relação a 2008. A projeção do BC para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano subiu de 6,1%, no último relatório de inflação divulgado em setembro, para 6,2%. Para 2009, entretanto, a previsão para o índice calculado pelo IBGE recuou de 4,8% para 4,7%.

Ainda pela manhã, a pesquisa de emprego do Seade-Dieese mostrou que a taxa de desemprego caiu a 13% em novembro nas seis regiões metropolitanas pesquisadas - Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Salvador, São Paulo e Distrito Federal -, em comparação aos 13,4% do mês anterior.

Isso significa que 72 mil vagas foram criadas de um mês para o outro. De acordo com as instituições responsáveis pela pesquisa, esta é a menor taxa de desemprego consolidada desde janeiro de 1998. Em São Paulo, a taxa registrada foi a menor desde fevereiro de 1995.

(Com informações da AFP, Reuters e Valor OnLine)
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Acreditando na recuperação, Gradual lista treze ações recomendadas na semana

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 0 comentários


10/12/2008 SÃO PAULO - A corretora Gradual divulgou sua carteira recomendada para a semana de 10 a 17 de dezembro, listando treze papéis que, segundo seus analistas, representam boas oportunidades de valorização no período.

InfoMoney

No tocante às expectativas para os próximos dias, a corretora ressalta o plano de infra-estrutura nos EUA, anunciado pelo presidente recém-eleito Barack Obama, o que pode acarretar em recuperação das cotações no final do ano. "Para capturarmos os ganhos desta possível alta, decidimos montar uma carteira um pouco mais arrojada para esta semana", afirmam os analistas.

Alterações em foco
Em relação ao portfólio anterior, a instituição trocou os papéis da Brascan, dada a forte valorização acumulada nos últimos pregões, pelos da MRV, beneficiada pelas linhas de crédito especiais do Estado a população de baixa e média renda - principal demandante de seus imóveis. Além disso, a Gradual redistribuiu os pesos da Vale para a Petrobras, alocando cinco pontos percentuais da primeira para a segunda.

A corretora ainda incluiu as ações da Iguatemi, ao passo que a elevada geração de caixa, com relativa estabilidade da receita do segmento shoppings, manterá os rendimentos da companhia em patamares favoráveis. "Por fim, substituímos Telesp, Light e Kroton por B2W, BMF&Bovespa e Sul América, em linha com a estratégia adotada de elevação do beta da carteira", conclui a Gradual.

Confira as recomendações para a semana:

EmpresaCódigoPreço-alvoUpside*Peso
PetrobrasPETR4R$ 54,00169%15%
ValeVALE5R$ 56,40138%5%
CemigCMIG3R$ 48,0083%10%
ItaúsaITSA4R$ 14,0056%10%
Transmissão PaulistaTRPL4R$ 56,0029%10%
CopasaCSMG3R$ 38,50121%10%
ABnoteABNB3R$ 25,50155%5%
MRVMRVE3R$ 45,20418%10%
BM&FBovespaBVMF3R$ 15,50184%5%
B2WBTOW3R$ 80,00228%10%
NETNETC4R$ 25,2568%5%
Sul AméricaSULA11R$ 34,0090%5%
IguatemiIGTA3R$ 30,00173%5%
*Com base em 9 de dezembro

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Bovespa segue bom humor externo e fecha em alta de mais de 8%

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008 0 comentários

Investidores estão otimistas sobre ajuda a montadoras nos EUA.Em todo o mundo, bolsas fecharam pregão com forte valorização.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o pregão desta segunda-feira (8) em forte alta, seguindo o bom humor dos mercados de todo o mundo. O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, registrou ganhos de 8,31% no fechamento, aos 38.284 pontos.

As empresas de mineração - que dependem em grande parte das montadoras de automóveis para garantir faturamento - tiveram forte recuperação. As ações de empresas como a Usiminas, a Vale do Rio Doce e a Gerdau lideraram os ganhos nesta segunda, todas com valorização superior a 13%. O volume negociado no dia foi de R$ 4,79 bilhões.


Ajuda à economia

Nos EUA, os investidores mantêm o otimismo à espera de uma solução para as montadoras do país. Durante o fim de semana, os congressistas chegaram a um acordo para resgatar o setor, que pede US$ 34 bilhões para seguir operando. O projeto deve ser votado nesta terça-feira (9).

A Casa Branca declarou nesta segunda-feira que está perto de um acordo com o congresso norte-americano para a liberação de um pacote de ajuda às três principais montadoras dos Estados Unidos, General Motors, Ford e Chrysler.
Além disso, no fim de semana, o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, afirmou que, além da meta de gerar 2,5 milhões de empregos no país, sua administração também investirá pesadamente em infra-estrutura, o que anima a indústria de base.

Na Ásia, os oficiais chineses estariam negociando uma ampliação do plano de US$ 580 bilhões para estimular a economia. No domingo (7), a Índia anunciou US$ 4 bilhões em investimentos e o corte de impostos buscando manter seu ritmo de crescimento.

Bolsas pelo mundo

Na Europa, o dia foi de ganhos expressivos. As petrolíferas e os bancos subiram forte com a expectativa de corte na produção de petróleo pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O principal índice de ações do continente encerrou o dia com alta de quase 7%.

Na Ásia, a segunda-feira também foi de ganhos, com o índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, avançando 5,20%. Seul ganhou 7,48%. Na China, Xangai teve elevação de 3,57%, enquanto Hong Kong subiu 8,66%.
(Com informações da Reuters, France Presse e Valor OnLine)

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Em dia de recuperação, Bovespa fecha com alta de 13,42%

sábado, 29 de novembro de 2008 0 comentários

Em Nova York, o Dow Jones também terminou em alta de mais de 10%; investidores aproveitam preços baixos

SÃO PAULO - Aproveitando a pechincha no preços das ações em decorrência das mínimas alcançadas nos últimos dias, os investidores foram às compras nesta terça-feira, 28, e fizeram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subir 13,42%, terminando o dia aos 33.386 pontos. Em Wall Street, o Dow Jones registrou valorização de 10,78%, e o Nasdaq de 9,53%.

A disparada no meio da tarde foi creditada à combinação da aceleração dos ganhos em Nova York com a atuação específica de uma instituição financeira brasileira que, como definiram operadores, "raspou o índice" no mercado futuro, carregando o Ibovespa à vista. Alguns players chegaram a aventar que a operação poderia refletir algum retorno de estrangeiros, mas não é possível identificar se as aquisições decorreram de ordens de compras por esses investidores. Além disso, outra instituição teria zerado uma posição na ponta de venda, conforme um operador.

Na visão de um experiente profissional do mercado financeiro, sócio e gestor de uma asset em São Paulo, a alta de hoje não é sustentável. "A maior parte das ações subiu com volume baixo", argumentou.

A recuperação do segmento acionário foi global, embora em escalas mais leves em praças como Londres e Tóquio, apesar de novas notícias desfavoráveis no que diz respeito à economia mundial, em particular, nos Estados Unidos. O índice de confiança do consumidor norte-americano caiu à mínima histórica em outubro e as expectativas futuras pioraram. O índice de atividade industrial na região coberta pelo Fed de Richmond recuou este mês. Ainda, o índice de preços dos imóveis Case-Shiller registrou queda recorde em agosto. Nada alentador.

Em Nova York, as altas foram ampliadas principalmente no final da sessão, impulsionadas pela recuperação das ações do setor financeiro, com os investidores procurando por barganhas após novos sinais do descongelamento do mercado de crédito. Dados do mercado interbancário justificam essa percepção. De acordo com a Associação dos Bancos Britânicos (BBA), a Libor para créditos em dólar para um mês estava em 3,17125%, de 3,21875% ontem. A Libor para empréstimos em dólar para três meses estava em 3,4650%, de 3,5075% ontem.

No noticiário vespertino, a cadeia de notícias CNBC informou que a Casa Branca notificou aos bancos que estão recebendo bilhões de dólares em ajuda federal que eles devem começar a emprestar mais. "Estamos tentando fazer com que os bancos façam o que devem fazer, que é dar sustentação ao sistema que temos na América, e os bancos existem para emprestar dinheiro", disse a porta-voz da Casa Branca Dana Perino.

Os participantes no mercado foram quase unânimes em explicar a alta de hoje citando o excesso de quedas nos últimos dias. "Vamos às compras, está barato", disse um player, referindo-se ao pensamento do mercado nesta sessão. Vale lembrar que nas cinco sessões até ontem, o Ibovespa acumulou uma perda superior a 25%. No mês, até ontem, a queda do índice era de 40,58%. No ano, a perda alcançava 53,93%. Com a valorização hoje, essas perdas passaram para 32,61% e 47,74%, respectivamente.

Para Raffi Dokuzian, superintendente na Banif Corretora, o comportamento dos mercados de ações hoje também pode ter refletido alguma antecipação à expectativa de corte dos juros nos EUA amanhã. A maioria dos primary dealers norte-americanos acredita que o Federal Reserve reduzirá a taxa dos Fed Funds em 0,50 ponto percentual nesta quarta-feira, para 1,00%. E no caso da Bovespa há ainda a perspectiva de manutenção da taxa Selic pelo Copom, também amanhã. De um total de 63 casas consultadas pelo AE Projeções, 39 contam com a manutenção da taxa. "Em outros tempos, esse tipo de notícia era um importante impulso nas bolsas", lembrou.

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Em melhor sessão do mês de novembro, Ibovespa dispara 9,40%

segunda-feira, 24 de novembro de 2008 0 comentários

Em melhor sessão do mês de novembro, Ibovespa dispara 9,40%

SÃO PAULO - A segunda-feira (24) foi marcada pelo otimismo generalizado nos mercados globais. O Ibovespa disparou 9,40% e o dólar fechou em forte queda ajustando-se ainda à disparada das bolsas em Wall Street no final da sexta-feira, quando as negociações já haviam sido encerradas por aqui.

Quem comenta os destaques do cenário econômico é Clodoir Vieira, economista-chefe da Corretora Souza Barros. Confira.
InfoMoney
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Banco do Brasil compra Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões

quinta-feira, 20 de novembro de 2008 1 comentários

Mesmo assim, BB ainda não retornou ao posto de maior banco do país.
Negociações aconteciam há meses e foram facilitadas pela MP 443.

O Banco do Brasil confirmou nesta quinta-feira (20), por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Bolsa de Valores de São Paulo, a aquisição do banco paulista Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões.
O pagamento será feito em dezoito parcelas mensais a partir de março de 2009 no valor, cada uma, de R$ 299,2 milhões - corrigidas pela taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano.

"O valor da operação foi calculado com base em avaliação econômico-financeira elaborada por consultores contratados pelo Banco do Brasil, a qual levou em consideração, entre outras metodologias, as perspectivas de rentabilidade futura e o fluxo de caixa descontado da Nossa Caixa", informou o Banco do Brasil.



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BB pode pagar caro por Nossa Caixa

quinta-feira, 13 de novembro de 2008 0 comentários

Banco do Brasil pode pagar caro pela Nossa Caixa

Prêmio pelo banco paulista pode chegar a 50%, considerado exagerado pelos analistas

A compra da Nossa Caixa pode custar ao Banco do Brasil muito mais do que esperavam investidores e analistas. Nesta quinta-feira (6/10), o jornal Folha de S.Paulo publicou matéria afirmando que devem ser desembolsados cerca de 6,4 bilhões de reais para a aquisição do banco paulista - o equivalente a 59,80 reais por ação. O valor embutiria um prêmio de 50% sobre o fechamento de ontem das ações (39,80 reais) e, na avaliação dos especialistas, seria exagerado. "O mais justo seria algo em torno de 50 reais por ação", estima José Góes, economista da corretora Alpes.

"Se a oferta fosse realizada num momento de liquidez abundante, como se via meses atrás, não seria excessiva. Mas, agora, o cenário é outro", afirma Wellington Senter, analista da Modal Asset Management. O alto preço, porém, poderia ser justificado pela escassez de ativos disponíveis para aquisição no mercado. A união de Itaú e Unibanco, anunciada na última segunda-feira (3/11), tornou mais difícil o crescimento por fusões e aquisições. "Por isso, mesmo sendo cara, a compra pode ser estratégica para o banco, trazendo bons frutos no longo prazo", diz Senter.

Embora o negócio não devolva ao Banco do Brasil a liderança do setor, já reduziria a distância do novo banco formado por Itaú e Unibanco. "A Nossa Caixa é uma instituição muito conservadora. É possível dobrar sua rentabilidade sem muito esforço, já que espaço para trabalhar produtos e serviços não falta", afirma Senter. Com a compra do banco paulista, o Banco do Brasil receberia a conta de 1,04 milhões de servidores do Estado de São Paulo. Além disso, teria direito de utilizar os créditos tributários (o que não seria possível em caso de incorporação) e receberia os depósitos judiciais. Como esse tipo de depósito pode ser feito somente em bancos públicos, o Banco do Brasil teria o direito de herdar o dinheiro. Já se a aquisição fosse feita por um banco privado, esses recursos teriam de ser migrados para outra instituição estatal.

Como ficam os minoritários?

Como a Nossa Caixa faz parte do Novo Mercado da Bovespa, todos os minoritários teriam direito a receber pelas ações o mesmo valor pago ao acionista controlador, o Estado de São Paulo. A troca de controle da instituição obrigaria o Banco do Brasil a realizar uma oferta pública de aquisição (OPA), o que fez disparar a cotação das ações nas últimas semanas. Em 30 dias, os papéis subiram 41%, com os investidores ansiosos pela conclusão do negócio.

A expectativa cresceu com a edição da Medida Provisória (MP) 443, que autorizou o Banco do Brasil a utilizar dinheiro em suas aquisições - o que até então era proibido. Com isso, foi eliminado um dos principais entraves à operação: a forma de pagamento. Como o governo de São Paulo quer reforçar o seu caixa, a venda da Nossa Caixa por troca de ações não é interessante.

Embora o negócio já seja dado como certo, há o risco - ainda que pequeno - de a venda para o Banco do Brasil não se concretizar. "Nesse caso, seria inevitável uma desvalorização das ações da Nossa Caixa", diz Senter. Mas isso não quer dizer que o investidor ficaria com um mico na mão. "Os papéis continuariam sendo um ativo cobiçado, já que outros bancos poderiam se candidatar à compra", ressalta o analista da Modal.

O Banco do Brasil anunciou em maio sua intenção de incorporar a Nossa Caixa. Bradesco, Itaú, Unibanco e Santander protestaram. As instituições sugeriram a realização de um leilão, mas o governo não acatou o pedido. Uma desistência do Banco do Brasil, portanto, estaria muito longe de ser o fim da linha para a Nossa Caixa.

Portal EXAME
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Família Rothschild

domingo, 9 de novembro de 2008 0 comentários

A Batalha de Waterloo

À medida que a riqueza e o poder dos Rothschilds cresceram em tamanho e influência, assim também cresceu a rede de coleta de informações de inteligência. Eles tinham seus 'agentes' posicionados estrategicamente em todas as capitais e centros comerciais da Europa, coletando e desenvolvendo vários tipos de inteligência. Como a maioria dos negócios da família, ela era baseada em uma combinação de trabalho duro com pura esperteza.

O sistema de espionagem singular deles iniciou quando os 'meninos' começaram a enviar mensagens entre si por meio de uma rede de mensageiros. Ele logo se transformou em algo muito mais elaborado, eficiente e de maior alcance. Era uma rede de espionagem por excelência. Sua impressionante velocidade e eficiência deu aos Rothschilds uma clara vantagem em todas suas negociações em nível internacional.

"As carruagens dos Rothschilds percorriam velozmente as estradas; os barcos dos Rothschilds velejavam rapidamente pelo Canal da Mancha; os agentes dos Rothschilds eram sombras rápidas nas ruas. Eles transportavam dinheiro, ações, apólices de seguro, cartas e notícias. Acima de tudo, notícias - as mais recentes notícias exclusivas para serem vigorosamente processadas na Bolsa de Valores e na Bolsa de Mercadorias.

"E não havia notícia mais preciosa do que o resultado da batalha de Waterloo..." (The Rothschilds, pg 94)

Da Batalha de Waterloo dependia o futuro do continente europeu. Se o Grande Exército de Napoleão emergisse vitorioso, a França seria a senhora de tudo o que tinha ocupado na frente européia. Se Napoleão fosse esmagado e levado a se submeter, a Inglaterra teria o poder na Europa, e estaria em condições de expandir grandemente sua esfera de influência.

O historiador John Reeves, um partidário de Rothschild, revela em seu livro The Rothschilds: Financial Rulers of the Nations, 1887, pg 167, que "uma causa do sucesso de Natã foi o segredo com que ele ocultava, e a tortuosa política com a qual enganava aqueles que o observavam bem de perto."

Havia vastas fortunas a serem feitas - e perdidas - dependendo do resultado da Batalha de Waterloo. A Bolsa de Valores em Londres fervilhava, à medida que os operadores aguardavam as notícias do resultado dessa batalha de gigantes. Se a Grã-Bretanha perdesse, os papéis ingleses mergulhariam em uma baixa sem precedentes. Se a Grã-Bretanha fosse vitoriosa, o valor dos papéis rapidamente atingiria as alturas.

À medida que os dois imensos exércitos se aproximavam para a batalha mortal, Natã Rothschild tinha seus agentes trabalhando freneticamente em ambos os lados da linha para coletar as informações mais exatas possíveis durante o transcorrer da batalha. Agentes adicionais dos Rothschilds estavam de plantão para levar os boletins da inteligência para um posto de comando localizado estrategicamente nas imediações.

No fim da tarde de 15 de junho de 1815, um representante dos Rothschilds embarcou em um barco especialmente fretado e partiu apressadamente para o canal, em direção à costa inglesa. Em sua posse estava um relatório confidencial dos agentes do serviço secreto dos Rothschilds sobre o progresso da batalha crucial. Esse dado de inteligência seria indispensável para Natã tomar algumas decisões vitais.

O agente especial foi recebido em Folkstone no amanhecer do dia seguinte pelo próprio Natã Rothschild. Após ler rapidamente os pontos principais do relatório, Rothschild novamente pegou a estrada, indo depressa para Londres e dirigindo-se à Bolsa de Valores.

O Golpe dos Golpes

Chegando à Bolsa de Valores entre uma frenética especulação sobre o resultado da batalha, Natã tomou sua posição habitual ao lado do famoso 'pilar do Rothschild'. Sem qualquer indício de emoção, sem a menor mudança na expressão facial, o chefe da Casa de Rothschild, com sua cara e olhos de pedra deu um sinal predeterminado para seus agentes que estavam posicionados ali por perto.

Os agentes de Rothschild imediatamente começaram a vender os papéis no mercado. À medida que papéis no valor de centenas de milhares de dólares começaram a serem despejados no mercado, o valor deles começou a cair. Pouco tempo depois, o valor começou a afundar.

Natã continuava inclinado contra seu 'pilar'; impassível, sem qualquer expressão facial diferente. Ele continuou a vender, vender e vender. O valor dos papéis continuava caindo. Uma palavra começou a se espalhar pelo pregão da Bolsa de Valores: "Rothschild sabe; Rothschild sabe; Wellington foi derrotado em Waterloo."

A venda se transformou em pânico, à medida que os investidores se apressavam em se desfazer de seus papéis 'sem qualquer valor' e comprar ouro e prata, na esperança de reter pelo menos parte de sua riqueza. Os papéis continuavam em sua queda vertiginosa em direção ao pó. Após várias horas de fervilhante negociação, os papéis estavam em ruínas; sendo vendidos por aproximadamente cinco centavos a cada dólar do valor original.

Natã Rothschild, impassível como sempre, ainda estava inclinado contra seu pilar. Ele continuou a dar sinais sutis. Mas agora os sinais eram outros. Eram tão sutilmente diferentes que somente os agentes altamente treinados de Rothschild podiam detectar a mudança. Ao sinal de seu chefe, dezenas de agentes de Rothschild dirigiram-se aos balcões na Bolsa e compraram todos os papéis por apenas uma fração do valor original deles!

Pouco tempo depois, a notícia 'oficial' chegou à capital britânica. A Inglaterra era agora a mestra da cena européia.

Em segundos, o valor dos papéis disparou para cima do valor original. À medida que o significado da vitória britânica começou a ser compreendido pela consciência popular, o valor dos papéis subiu ainda mais.

Napoleão tinha 'encontrado seu Waterloo'. Natã tinha obtido o controle da economia britânica. Da noite para o dia, sua já vasta fortuna tinha sido multiplicada por vinte.

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CSN vende 40% da Namisa

domingo, 19 de outubro de 2008 0 comentários

Um grupo liderado pela trading japonesa Itochu e que inclui cinco siderúrgicas do Japão e uma da Coréia do Sul deve investir por uma participação de 40% na mineradora brasileira Namisa, unidade da Companhia Siderúrgica Nacional.As siderúrgicas envolvidas são as japonesas Nippon Steel, JFE Steel, Sumitomo Metal Industries, Kobe Steel e Nisshin Steel e a sul-coreana Posco. A Itochu é a quarta maior trading do Japão.A CSN planeja ampliar a produção anual da Namisa de 7,5 milhões de toneladas este ano para 42 milhões de toneladas.
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Principais bolsas asiáticas abrem terça-feira em queda

segunda-feira, 29 de setembro de 2008 0 comentários

As principais bolsas asiáticas abriram a terça-feira em queda, no dia seguinte à notícia de que a Câmara dos Representantes dos EUA rejeitou o plano do governo americano para tentar barrar a crise econômica.
Em Tóquio, o índice Nikkei caiu quase 5% nos primeiros minutos desta terça-feira, enquanto na Coréia do Sul, a bolsa sofria perdas de 3,63%.

Já em Taiwan, as notícia do fracasso nas negociações nos Estados Unidos fizeram com que a bolsa abrisse com uma queda de 6,66%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrava perdas de 5,47% apenas 10 minutos depois da abertura do pregão.

"Isto (o fracasso do plano) vai ter um grande impacto na economia dos EUA e também vai afetar a economia global", afirmou nesta terça-feira o ministro da Economia do Japão, Kaoru Yosano.

Austrália e Nova Zelândia também sofreram perdas similares nas primeiras horas de terça, com a bolsa de Sidney marcando queda de 5,3% e a de Wellington 4,7%.

O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, afirmou ter conversado com o premiê britânico, Gordon Brown, e os dois teriam concordado em pedir ao Congresso americano urgência para aprovar o acordo.

Perdas históricas

As perdas na Ásia chegam algumas horas depois de a Bolsa de Valores de Nova York ter registrado sua maior queda em pontos em um único dia na história.

O índice Dow Jones fechou a segunda-feira com queda de 6,98%, e o índice da bolsa eletrônica Nasdaq recuou 9,14%.

O Dow Jones acumulou uma queda de 777,68 pontos. A baixa recorde anterior era de 721,56 pontos, alcançada no primeiro dia de negócios na bolsa de Nova York após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Seguindo a tendência americana, a Bolsa de Valores de São Paulo também despencou. O índice Bovespa terminou a segunda-feira com queda de 9,36%, depois de alcançar baixa de 13%. As negociações chegaram a ser paralisadas depois que o índice Bovespa recuou mais de 10% no início da tarde.

Rejeição na Câmara

A Câmara dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira, por 228 votos contra 205, o megapacote econômico de US$ 700 bilhões proposto pelo governo americano.

Cerca de dois terços dos deputados republicanos, correligionários do presidente George W. Bush, votaram contra o pacote.

O pacote havia sido proposto pelo presidente George W. Bush no dia 20 de setembro.

O líder americano havia defendido que os congressistas precisavam aprovar a proposta com urgência, para evitar que a crise no sistema financeiro se espalhasse por toda a economia.

Os deputados republicanos levantaram objeções tanto quanto ao conteúdo do pacote como à pressa em que ele foi colocado em votação.

No fim de semana, líderes partidários haviam chegado a um acordo em relação a pontos polêmicos, como mecanismos de supervisão do mercado financeiro, proteção para os contribuintes e limites aos salários de executivos de instituições financeiras.

As concessões, porém, não foram suficientes para convencer boa parte dos congressistas a seguir a orientação dos líderes no plenário.
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Uma das maiores quedas da história da bovespa

Hoje a Bovespa enfrentou uma de suas maiores quedas dentro de dez anos.
O pregão que já abriu com queda inicial de -3,85% continuou em queda livre passando de -10,36%, para evitar o descontrole dos investidores o pregão foi interrompido por meia hora a fim de acalmar os ânimos dos investidores e evitar maiores perdas mas não foi o suficiente para segurar o preço dos papéis lá negociados e o ibovespa chegou a atingir baixa de -13,82% e só no finãl do pregão se recuperava mas ainda em baixa de -9,36%.
Este resultado negativo se deu por conta da não aprovação do senado americano ao pacote de 700 BI apresentado pelo governo para minimizar as perdas e conter a quebra de seu sistema financeiro, como haverá eleições para senadores este ano nos EUA, eles não quiseram arriscar manchar sua imagem como salvadores de bancos.
As bolsas americanas apresentaram grandes perdas que hoje somaram mais de Um trilhao de dólares, com isso as companhias perde a maior de suas fontes de financiamento e com o sistema bancário semi-falido e o consumo retraído, são poucas as suas chances de recuperação no médio prazo o que reflete negativamente em todo o mundo uma vez que o mundo tem nos EUA o seu maior mercado.
O dilema vivido pelos amerianos nestes dias é se o governo tem ou não o dever de salvar o sistema financeiro com dinheiro público ou deixar que este assuma as sua arrogância irresponsabilidade.

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Petrobras encontra óleo leve na Bacia de Santos acima da camada de sal

sábado, 27 de setembro de 2008 0 comentários

Nova descoberta da Petrobras

A Petrobras comprovou a presença de óleo no poço 1-BRSA-658-SPS (1-SPS-57), localizado ao sul da Bacia de Santos, em reservatórios arenosos acima da camada de sal. Embora não esteja situado no pré-sal, essa descoberta, segundo fato relevante enviado pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), "confirma o bom potencial de óleo leve nas porções de águas rasas daquela bacia". Segundo a empresa, o volume de óleo recuperável na região pode ser de cerca de 150 milhões de barris de óleo equivalente.
O poço situa-se no bloco S-M-1289 da concessão BM-S-40, no qual a Petrobras detém 100% de participação. O bloco está localizado a cerca de 200 quilômetros da costa do Estado de São Paulo, em lamina d'água de 274 metros, e fica a 9,3 quilômetros da primeira descoberta na região, no poço 1-SPS-56, no prospecto de Tiro, que foi anunciada em maio deste ano.

"Embora ainda esteja na fase preliminar de avaliação, a empresa, baseada nos dois poços e nas anomalias dos dados sísmicos, estima que o volume recuperável de óleo nessa área seja de aproximadamente 150 milhões de barris de óleo equivalente", diz o fato relevante.

Os reservatórios descobertos são do tipo arenoso e estão situados a aproximadamente 2.060 metros de profundidade. Segundo a Petrobras, a produtividade dos reservatórios será avaliada imediatamente por meio de um teste de formação a poço revestido.

"As dimensões das descobertas feitas por esses poços só serão definidas após Plano de Avaliação que será proposto à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme determina o contrato de concessão BM-S-40", diz o fato relevante.

(Rafael Rosas Valor Online)

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Petrobras: Merrill Lynch reduz preço-alvo, mas reitera perspectiva positiva

quinta-feira, 25 de setembro de 2008 0 comentários

SÃO PAULO - Os reflexos da crise financeira norte-americana, que vêm derrubando as bolsas ao redor do mundo, foram apontados como principal fator para a Merrill Lynch reduzir seus preços-alvo para os papéis das principais petrolíferas da América Latina, entre elas a Petrobras (PETR3, PETR4).

Os analistas do banco acreditam que o forte aumento da aversão global ao risco nos últimos dias diminuiu de forma considerável o potencial de valorização dos ativos do setor, embora as perspectivas - ao menos para a companhia brasileira - permaneçam favoráveis.

Upside cai, mas perspectivas seguem favoráveis
Os ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras tiveram seu target para os próximos doze meses reduzido de US$ 92,00 para US$ 75,00 pela Merrill Lynch. Com a alteração, o potencial de valorização do papel cai de 103% para 66%, baseado na cotação do fechamento desta quarta-feira (24).

A despeito da nova projeção, a instituição ressalta o forte potencial de exploração de novas reservas e as expectativas de crescimento da produção da estatal para continuar apontando suas ações como uma das melhores opções de investimento no setor petrolífero latino-americano.

Neste sentido, a equipe do banco destaca dois eventos que devem reduzir as incertezas e enfatizar as boas perspectivas para a Petrobras: a definição das possíveis mudanças regulatórias nas concessões do pré-sal e o anúncio de seu novo plano estratégico.

Catalisadores para os papéis
Os analistas lembraram que o relatório da comissão que está trabalhando em um novo marco regulatório para a exploração da commodity no Brasil deverá ser entregue ao presidente Lula no próximo dia 5. Para eles, se as alterações se limitarem somente às concessões já existentes, a resposta do mercado será positiva.

Já com relação ao anúncio da estratégia, a Merrill Lynch espera que a Petrobras mostre um planejamento voltado para um prazo mais longo, de no mínimo 10 anos, focado principalmente no potencial de produção da região do pré-sal e no aumento de seu capex (capital utilizado para adquirir ou melhorar os bens físicos).

Assim como nos últimos anos, a instituição espera uma evolução nos investimentos programados pela estatal. Contudo, acredita que, graças à inclusão dos gastos com a exploração das novas reservas, este aumento pode ser relativamente alto, podendo chegar até US$ 180 bilhões nos próximos cinco anos.

OGX também é alvo do relatório
Outra empresa que teve seu preço-alvo reduzido pela Merrill Lynch foi a OGX Petróleo (OGXP3). O target para as ações passou de R$ 825,00 para R$ 720,00 nos próximos doze meses - potencial de valorização de 73%.

No entanto, a exemplo da Petrobras, os analistas destacaram que os bons fundamentos da companhia permanecem inalterados. O otimismo se baseia especialmente nos progressos feitos pela OGX para iniciar a perfuração em suas concessões já no próximo ano.

Por: Gabriel Ignatti Casonato
InfoMoney

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Proibição da venda a descoberto pune a todos, especuladores ou não

SÃO PAULO - "Na atual situação do mercado, as vendas a descoberto podem levar as companhias do setor financeiro à ruína". A frase de Jochen Sanio, presidente do órgão fiscalizador do mercado financeiro alemão, o Bafin, sintetiza a visão dos reguladores ao redor do mundo acerca do "short-selling".

A caça aos "short-sellers" começa no dia 18 de setembro, com um comunicado da reguladora da City de Londres, a FSA, banindo este tipo de negócio com papéis do setor financeiro. No dia 19, a norte-americana SEC também adere à proibição. Em seguida, o mundo acompanha. [veja quadro abaixo]

"A mudança de regra foi feita com as melhores intenções, mas não pune somente os especuladores"
O novo bode expiatório dos reguladores foi eleito depois de diversas acusações de que operações de venda a descoberto ampliaram a queda das ações da HBOS, maior financiadora de hipotecas do Reino Unido, antes da sua venda para o Lloyds TSB, na bolsa de Londres na última semana.

Analistas apontam a expressiva alta dos papéis do setor financeiro no dia 19 como uma resposta à medida. A alta do índice FTSE 100 foi a maior desde 1987. A operação a descoberto acontece quando investidores vendem ações sem detê-las ou emprestadas, na esperança de que o preço recue. Caso isso ocorra, eles compram os papéis com um preço menor, os devolvem, e embolsam a diferença.

A culpa é de quem?
Na segunda-feira (23), entretanto, o setor financeiro voltou a cair forte nos EUA, sem a influência das operações descobertas. Na terça-feira (24), Londres acompanhou recuo. Apesar de vista pelos reguladores como um fator adicional de especulação, a venda a descoberto é também usada como mecanismo de proteção do investidor. "Há dois participantes, quem procura proteção e as pessoas que trabalham com risco", explica Juliano Lima Pinheiro, professor de Finanças do Ibmec-MG.

Para Augusto Vieira, gestor do fundo Neo Long & Short da Neo Investimentos, "a mudança de regra foi feita com as melhores intenções, mas não pune somente os especuladores". A questão levantada é a de que a aposta na queda dos papéis de uma determinada empresa não é, necessariamente, o fato causador da baixa. Ou seja, a venda a descoberto seria um sintoma, e não o causador da forte queda. Os fundamentos é que devem responder à pergunta.

"Ao longo do tempo, caso os bancos não melhorem os fundamentos, as ações vão continuar a cair, talvez em um ritmo menor. Com as vendas a descoberto, o ajuste seria mais rápido", adiciona o gestor da Neo.
Por: Gustavo Kahil
InfoMoney
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BTG, novo banco de André Esteves, inicia atividades | 05.09.2008

sábado, 6 de setembro de 2008 0 comentários

O BTG (Banking and Trading Group), banco de investimento que tem como sócios ex-executivos do UBS Pactual, anunciou hoje o início de suas atividades em São Paulo e Rio de Janeiro, além de escritórios em Nova York e Londres.
A instituição começou a ser formada a partir da saída de André Esteves do UBS Pactual, em junho passado.Desde 2006 até a sua saída, Esteves comandou não só a operação brasileira, como também se tornou "head" mundial da mesa de renda fixa do UBS. Ele cresceu dentro da organização após a venda do Pactual para o banco suíço, há dois anos, por cerca de US$ 3,1 bilhões. Ao anunciar a sigla da nova companhia, o mercado entendeu que seriam as iniciais para "back to the game", ou "de volta para o jogo" em inglês, o que não foi confirmado pela BTG.Em comunicado, a nova instituição financeira informou que investirá recursos próprios no mercado de capitais brasileiro e internacional e também em operações de private equity, de participações em empresas brasileiras.
No entanto, não revelou o valor do capital investido. No decorrer de suas atividades, passará a captar recursos de terceiros para ampliar esses investimentos.
A BTG contará com 50 colaboradores, dos quais 21 são sócios. Onze pessoas estão no comitê executivo, sendo que dez pertenceram aos quadros do UBS no Brasil ou no exterior. São eles: Andy Felce, André Esteves, Antoine Estier, Antonio Carlos Porto, Emmanuel Hermann, James Oliveira, John Fath, Marcelo Kalim, Roberto Sallouti e Simeon Schwartz. O 11º é Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central e do BNDES, mas que não tem passagens pelo banco suíço.Bookmark and Share

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BM&FBOVESPA lança os Índices Small Cap e MidLarge Cap

domingo, 31 de agosto de 2008 0 comentários

Índices medem separadamente desempenho de ações de empresas a partir da capitalização de mercado

Dois novos indicadores passam a fazer parte do mercado acionário brasileiro a partir do pregão de 1º de setembro de 2008. São os índices BM&FBOVESPA MidLarge Cap e o BM&FBOVESPA Small Cap, cujas carteiras medirão o retorno de ações de empresas a partir do critério de valor de mercado. Sob códigos MLCX e SMLL, respectivamente, os índices terão suas carteiras reavaliadas a cada quatro meses.

A criação do MLCX e SMLL atende a demanda do mercado por uma referência oficial que utilize o market capitalization como premissa básica para a segmentação das carteiras. O IBrX 50, em comparação, inicialmente separa as 50 ações com maiores índices de negociabilidade e com presença em 80% dos pregões nos doze meses anteriores para, depois, ponderar a participação da carteira pelo free float..

Os índices BM&FBOVESPA MidLarge Cap e BM&FBOVESPA Small Cap foram elaborados de acordo com padrões internacionais permitindo que se tornem referenciais para os investidores e administradores de carteira..

Ações Elegíveis

Serão elegíveis ao Índice MidLarge Cap os ativos de empresas que representarem 85% do valor de mercado total da Bolsa. Já as ações que ficarem de fora desse universo participarão do Índice Small Cap. As empresas emissoras de Brazilian Depository Receipts (BDRs) e aquelas em recuperação judicial ou com falência decretada não poderão participar dos indicadores.

Critérios de inclusão
Após a segmentação pelo valor de mercado, as ações elegíveis aos índices devem atender aos critérios de inclusão em uma relação de ações cujos índices de negociabilidade somados representem 98% do valor acumulado de todos os índices individuais. Devem ainda ter sido negociadas em 100% dos pregões nos doze meses anteriores ao início de vigência da carteira. É permitido a uma mesma empresa ter mais de uma ação nos índices, desde que elas preencham isoladamente os critérios de inclusão.

No caso de ações de empresas com menos de doze meses de listagem, serão elegíveis aquelas que tenham presença de 100% em pregão nos últimos seis meses do período de análise.

Critérios de exclusão

Nas revisões de carteira, a cada quatro meses, uma ação poderá sair do índice caso deixe de atender a um dos critérios de inclusão. Isso ocorrerá ainda durante a vigência da carteira, se a empresa emissora entrar em regime de recuperação judicial ou falência. Sempre que isso acontecer, serão efetuados os ajustes necessários para garantir a continuidade do índice.

Critério de Ponderação

O cálculo do valor de mercado de cada ação vai considerar apenas a quantidade de papéis em circulação (free float). Ficam de fora aqueles de propriedade dos controladores; dos administradores da companhia; os mantidos em tesouraria; e as ações preferenciais de classe especial, intransferíveis. A base dos índices MLCX e SMLL foi fixada em 1.000 pontos para a data de 30 de abril de 2008.
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Ação ordinária( TCSL3) da TIM Participações lidera ganhos do Ibovespa na semana

sexta-feira, 22 de agosto de 2008 0 comentários

SÃO PAULO - As ações ordinárias da TIM Participações (TCSL3) terminaram a semana com valorização de dois dígitos, ostentando o ponto mais alto dentre os destaques positivos do principal índice acionário da Bolsa de Valores de São Paulo.
Os papéis subiram 10,00% e encerraram a sexta-feira (22) cotados a R$ 5,83.O ativo acompanhou o desempenho positivo da renda variável brasileira, sustentado pela recuperação nos preços de commodities metálicas e do petróleo. Assim, impulsionando blue chips com grande peso no Ibovespa. O índice acumulou elevação de 2,96%, terminando a 55.850 pontos.

Preferencial
A disparada da segunda maior operadora de celulares do Brasil poderia estar relacionada a especulações referentes à consolidação setorial, sobretudo levando em conta o tag along para as ações.Chama atenção, por exemplo, a derrocada de 6,17% dos papéis preferenciais da TIM (TCSL4) no mesmo período.
No ano, os ordinários já caíram 30,60%, enquanto os PN, 40,90%. Perdas bem superiores à performance anual do Índice Bovespa (-12,58%).

Baseado em dados sobre o mês de julho, divulgados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a equipe do Banif destaca que a companhia mostrou números mais fracos em termos de novos clientes, demonstrando uma postura de marketing menos agressiva.

Outras altas
Outros papéis que também se destacaram positivamente foram Eletrobras ON (ELET3, R$ 29,95, +8,95%), Petrobras PN (PETR4, R$ 35,29, +8,02%), Petrobras ON (PETR3, R$ 43,11, +7,64%), Duratex PN (DURA4, R$ 25,69, +7,31%) e Sid Nacional ON (CSNA3, R$ 55,49, +6,82%).

InfoMoney

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O que são Ações Blue Chips?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008 0 comentários

O que são Ações Blue Chips?
Você certamente já ouviu falar das ações blue chips da Bovespa. E que o preço de uma blue chip bateu recordes na bolsa em determinado dia.

Mas, afinal, o que são ações blue chips? O que transforma as ações de uma empresa em blue chip?

O que são Ações Blue Chips
Em mercados de investimento, blue chip se refere aquele ativo com alta percepção de qualidade, liquidez e ganhos.

Nos mercados de ações — aos quais vamos nos manter aqui — estes são os principais atributos das ações blue chips:

Crescimento sólido
Geração de receita e lucro
Direção eficiente
Bom relacionamento com o mercado
Geração de ganhos para acionistas (dividendos, bônus etc.)
Algumas vezes ações blue chips são definidas apenas como as de empresas com grande valor de mercado, tais como a Petrobras, Companhia Vale do Rio Doce etc.

Por estas empresas, em geral (mas não sempre), apresentarem as características acima, a origem da definição acaba sendo irrelevante.

Blue chip é um termo derivado das fichas (chips) de cassinos. As fichas azuis — ou seja, as “blue chips” — são as que possuem o maior valor nas mesas de jogos.
Por serem consideradas ações de qualidade, ações blue chips são as mais procuradas por investidores individuais e institucionais para compôr suas carteiras. Isso confere às ações blue chips mais liquidez no mercado.

Por todos estes motivos, ações blue chips são tomadas como as que oferecem melhores relação risco/retorno da bolsa.

Quais São as Ações Blue Chips da Bovespa?
Ações blue chips são percebidas pelo mercado como tal, de uma maneira um tanto quanto subjetiva.

Por isso, não existe uma lista oficial de ações blue chips.

Por serem as ações preferidas do mercado, uma das formas de se obter uma “lista” de blue chip é através da observação das ações mais negociadas na bolsa. Geralmente, no topo da lista estão as tão procuradas ações blue chips.

Se for usar este método, é recomendável que você observe as listas de ações mais negociadas de mais de um pregão. Desta forma você filtrará ações que subiram ao topo temporariamente devido a fatores que nada têm relação com os atributos de uma blue chip.
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Investidor individual aplica na contramão do estrangeiro

sábado, 9 de agosto de 2008 0 comentários

Sem força para definir o rumo da bolsa, pessoas físicas compram ações quando o mercado está em baixa e vendem quando ele está em alta.

Os brasileiros que investem como pessoa física na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ainda não são capazes de definir o comportamento do Ibovespa, o principal indicador do desempenho das ações, mas demonstram seguir à risca uma das máximas mais conhecidas do mercado financeiro, a de comprar papéis nos momentos de baixa e vendê-los nos de alta.

A estratégia acaba fazendo com que o investidor individual esteja quase sempre na contramão do movimento de investidores estrangeiros, esses sim poderosos o suficiente para fazer a Bolsa oscilar.

Essa dinâmica fica visível nos números de um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Investidores (INI), instituição privada que desenvolve programas de educação sobre Finanças. A partir da análise dos movimentos de compra e venda de ações por parte dos investidores, o estudo demonstra que as decisões dos estrangeiros coincidiram com o sentido do Ibovespa em 30 dos 42 meses analisados, num período que vai de janeiro de 2005 a junho de 2008. Ou seja, na maior parte do tempo, quando os investidores estrangeiros tiraram dinheiro da bolsa, ela caiu. Já quando eles aplicaram, a Bolsa como um todo subiu.

Segundo o gerente geral do INI, Paulo Portinho, o fato de existir coincidência entre o Ibovespa e as medidas dos investidores estrangeiros em 72% das vezes demonstra que eles são, de fato, os principais responsáveis pela determinação do índice.

Na tendência inversa estão as pessoas físicas, com 80% de correlação negativa com o Ibovespa. O número demonstra que nos meses em que a Bolsa caiu, os investidores individuais compraram e quando ela subiu, eles venderam.

A pesquisa não aponta as causas desse comportamento, mas a lógica desse tipo de movimento costuma ser a de que os “peixes pequenos” aproveitam as oportunidades geradas pelos “peixes grandes”. Por exemplo, quando os grandes fundos estrangeiros, que investem quantias incomparavelmente maiores que as dos investidores individuais, compram ações da Petrobras, a demanda crescente empurra para cima o preço dos papéis e estimula a pessoa física a realizar seu lucro vendendo as ações da empresa. Já quando uma notícia de recessão mundial leva o mercado a reduzir a expectativa de venda de minérios no mercado global e força os fundos a vender os papéis da Vale, o preço das ações torna-se atraente para o pequeno investidor, que os adquire na expectativa de revendê-los na maré de alta.

Tamanha influência dos estrangeiros também acaba por tornar o mercado brasileiro como um todo mais vulnerável às crises internacionais. Num momento de incerteza quanto às perspectivas mundiais, como o atual, a Bovespa tende a ver uma fuga de capitais mais acentuada que a de suas parceiras com maior percentual de participação dos investidores domésticos.
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